A Primeira Guerra Mundial (1914–1918) foi um conflito que marcou profundamente o século XX. Noventa anos após o seu término, é inevitável uma reflexão sobre os sacrifícios e a bravura dos soldados que lutaram nas trincheiras, nos mares e nos céus. Embora os últimos veteranos já tenham falecido, a memória de seu heroísmo permanece viva nos livros de história e na cultura popular.

O Brasil, sob a presidência de Venceslau Brás, entrou na guerra em 1917 contra os Impérios Centrais. A principal contribuição foi a mobilização da Marinha, com a Divisão Naval em Operações de Guerra (DNOG), que patrulhou o Atlântico Sul. Além disso, o Brasil enviou uma missão médica à Europa e apoiou o esforço Aliado com matérias-primas e alimentos. Muitos jovens brasileiros se alistaram voluntariamente, movidos por ideais de defesa da soberania e da liberdade.

Noventa anos depois, o mundo mudou radicalmente. As fronteiras redesenhadas em Versalhes deram lugar a novos conflitos, e a geopolítica global se reconfigurou inúmeras vezes. Contudo, o exemplo dos ex-combatentes — a coragem diante do perigo, o senso de dever e a solidariedade entre soldados — continua a inspirar novas gerações de militares e civis.

A data é um convite para que brasileiros e cidadãos de todo o mundo honrem aqueles que serviram. A memória dos veteranos deve ser preservada em monumentos, museus e no coração da nação. Que os erros e acertos do passado nos guiem na construção de uma paz mais sólida.

Para saber mais sobre a participação brasileira na Grande Guerra, acesse as seções de Doutrina de Guerra e Notícias em nosso portal. A história é a mestra da vida — e os 90 anos de silêncio dos canhões nos lembram que a paz não é um dado, mas uma conquista diária.