Quando ignorantes ou mesmo "românticos" escrevem bobagens sobre estratégia, sem qualquer conhecimento de causa, simplesmente ignoramos, pois se trata de assunto que, infelizmente, está longe da realidade das massas.
Porém, quando colunistas do quilate de Guterman e Janio de Freitas (Estadao e Folha) se unem para produzir absurdos lógicos, bem, neste caso somos obrigados a utilizar da democracia para rebater tais impropriedades.
Claro que não podemos deixar de louvar a romântica visão dos colunistas, ao juntar fotos de criancinhas mutiladas e exigir a extinção da bombas de fragmentação, alegando que elas matam e mutilam civis.
Primeiramente, BOMBAS FRAGMENTÁRIAS, assim como QUALQUER ARMAMENTO MILITAR, não mutilam ou matam civis. QUEM MATA SÃO OS EXÉRCITOS (regulares ou não) que violam preceitos da própria convenção de Viena, ao atacar civis através de todo e qualquer armamento que possuam em mãos.
E tenham certeza, NAPALM, usado pelos EUA contra Iraquianos, causa muito mais sofrimento (queima vivo) que uma bomba fragmentária.
Mas então, porque a celeuma acerca de Bombas Fragmentárias?
A REALIDADE, QUE OS JORNALISTAS NÃO VÊEM
O tema das bombas de fragmentação é muito sensível, em especial se usado em áreas urbanas.
O problema é que, quanto a países que possuem florestas, com qual outro armamento seria possível fazer frente a guerrilheiros entocados em densas áreas de florestas?
Sem elas, só nos restariam 2 opções: a) dizimar a floresta, e com ela o inimigo, como fazem os americanos ao usar NAPALM (que queima a pessoa viva); b) lutar homem a homem, o que tornaria qualquer defesa em selva impossível de se tomar. Ou seja, se os americanos desembarcassem na Amazônia, seria impossível tirá-los de lá;
Logo, enquanto meio de "desentocar" inimigos em áreas de floresta, as bombas de fragmentação são mesmo o melhor meio.
Claro que sempre parece desumano falar em "armamento mais eficiente", mas quando se trata de defender seu país, seja ele Israel, Rússia ou o Brasil, de um agressor externo, a situação muda de figura.
Além disso, nossas forças ainda encaram com grande desconfiança as intenções americanas em nossa amazonia. Se eles mantiveram as bombas de fragmentação, nós jamais poderíamos abrir mão dessa possibilidade, pois, num cenário de invasão americana na amazonia (algo nada improvavel), essa seria uma das poucas armas efetivas contra eles.
A única possibilidade do Brasil assinar tal tratado, sem arriar as calças para os EUA, seria se TODOS assinassem, a começar pelos americanos.
Ademais, todas as armas matam e mutilam. E se fossemos banir algo, creio que a primeira votação deveria ser pela extinção das bombas atômicas e as quimicas (usadas na guerra do iraque - NAPALM).
COINCIDÊNCIAS?
É preciso frisar ainda um fato que realmente nos intriga. Toda vez que uma indústria bélica nacional ou aerospacial disponta no cenário internacional, uma leva de "defensores de direitos humanos" surge, escrevendo artigos, criando movimentos e pressões de todas as formas.
Isso se deu, mais uma vez. Nos últimos meses, a AVIBRAS fechou um fantástico contrato de mísseis (sim, com ogivas fragmentárias) que recolocou a empresa no cenário internacional. Não demorou muito, e vozes se levantaram vociferando contra o fato de "vendermos coisas que matam"...
Claro, países devem se defender com flores e poesias, na visão de Guterman e Jânio... Mas por sorte, mesmo Lula, com sua formação humanística, não foi tão "romântico" a ponto de não perceber que por trás desse movimento humanistóide, encontram-se as garras escancaradas do império americano, ávido por recursos naturais, e por nos tornar presas fáceis de sua cobiça.
HUMANISMO DESUMANO
Não poderíamos deixar de comentar ainda a "lógica" usada por Guterman e tantos outros sobre o uso das Bombas Fragmentárias, em especial por países dotados de grandes riquezas naturais e poucos recursos de defesa.
Ora, no caso de uma invasão no Brasil por uma grande potência, teríamos realmente poucas recursos. Mas com nossas boas bombas fragmentárias, poderíamos poupar o sacrifício de MILHÕES de soldados brasileiros que, sem um armamento eficiente, teriam de se sacrificar em nome de seu país.
Agora, claro....Devemos ser HUMANOS com nossos inimigos, mas eles tem todo o direito de nos "churrasquear" com suas bombas químicas, ou nos aniquilar com suas bombas atômicas...
Que lógica é essa? A serviço de que interesses tais jornalistas escrevem? Certamente não dos brasileiros.














