Os Estados Unidos ampliaram as sanções contra a Força Quds, unidade de elite da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, intensificando a pressão sobre Teerã em meio às preocupações com seu programa nuclear e suas atividades na região.
A Força Quds é o braço externo da Guarda Revolucionária, responsável por operações secretas e apoio a grupos aliados como Hezbollah e Hamas. Washington a acusa de desestabilizar o Oriente Médio e de envolvimento em ataques contra forças americanas no Iraque e no Afeganistão.
As medidas anunciadas pelo Departamento do Tesouro dos EUA incluem o congelamento de ativos de líderes da unidade e a proibição de transações financeiras com empresas e indivíduos ligados ao grupo. Os Estados Unidos também pressionam aliados europeus a adotar sanções semelhantes.
O governo iraniano rejeita as acusações e afirma que a Força Quds atua dentro da legalidade internacional. Teerã insiste que seu programa nuclear tem fins pacíficos e que as sanções são uma violação de seus direitos.
Analistas avaliam que a estratégia americana busca isolar o Irã diplomaticamente e enfraquecer sua capacidade de projetar poder regional. Críticos apontam que sanções unilaterais têm efeito limitado e podem aprofundar o confronto.
A comunidade internacional segue dividida: enquanto Estados Unidos e Israel defendem pressão máxima, Rússia e China pedem diálogo e negociação. O impasse continua, com a Força Quds mantendo papel central na estratégia iraniana.