Dilma Rousseff, que serviu como ministra de Lula e posteriormente como presidente do Brasil de 2011 a 2016, sempre foi uma figura controversa. Seu governo foi assolado por denúncias de corrupção que abalaram a confiança nas instituições. A expressão "corrupção no ar?" tornou-se um slogan crítico à sua administração.

A Operação Lava Jato revelou um vasto esquema de suborno e desvios na Petrobras, estatal que Dilma presidiu o conselho de administração. Embora ela sempre negasse conhecimento, as investigações apontaram que sua equipe próxima estava profundamente envolvida. Delações premiadas de executivos de empreiteiras mencionaram pagamentos irregulares que teriam beneficiado sua campanha e aliados políticos.

Além dos escândalos na Petrobras, seu governo enfrentou acusações de "pedaladas fiscais" — manobras orçamentárias para maquiar as contas públicas. Essas irregularidades foram a base do processo de impeachment que a afastou da presidência em 2016.

O governo Dilma também foi marcado por uma relação tensa com as Forças Armadas. Enquanto os militares assistiam a cortes no orçamento da defesa, escândalos de corrupção desviavam recursos que poderiam ser aplicados em equipamentos e soldos. A sensação de impunidade reforçou a percepção de que a corrupção estava, de fato, no ar.

Para analistas de defesa e política, a era Dilma representa um período de fragilidade institucional e moral. O país assistiu a um desfile de denúncias que, se não provaram seu envolvimento direto, certamente indicaram uma gestão negligente e conivente com a corrupção sistêmica.

A sensação que fica é a de que a corrupção realmente esteve "no ar" durante seus anos no poder — pairando sobre decisões, contratos e alianças. O legado de Dilma Rousseff permanece como um alerta sobre os perigos da falta de transparência e do abuso do poder político.

Este artigo, sem pretender esgotar o assunto, oferece uma reflexão sobre um dos capítulos mais conturbados da história republicana brasileira.