Em 20 de setembro de 2008, o Paquistão foi abalado por um dos ataques terroristas mais mortíferos de sua história recente. Um caminhão-bomba conduzido por um suicida explodiu na entrada do Hotel Marriott em Islamabad, capital do país. A explosão devastadora matou pelo menos 60 pessoas e feriu mais de 200, além de causar danos massivos ao edifício e arredores.
O ataque ocorreu em uma área de segurança máxima, onde se concentram embaixadas, prédios governamentais e residências oficiais. O Hotel Marriott era frequentado por diplomatas, empresários e jornalistas estrangeiros, o que tornou o alvo simbólico. A explosão foi tão intensa que abriu uma cratera de vários metros de profundidade e provocou um incêndio de grandes proporções.
Nenhum grupo reivindicou inicialmente a autoria, mas suspeitas recaíram sobre redes extremistas ligadas à Al-Qaeda e aos talibãs paquistaneses, que na época intensificavam ataques contra alvos ocidentais e do governo paquistanês. O governo do Paquistão condenou veementemente o atentado e prometeu intensificar as operações contra grupos terroristas no país.
O ataque ao Marriott de Islamabad foi um ponto de virada na percepção da ameaça terrorista no Paquistão e motivou maior cooperação internacional no combate ao terrorismo. As consequências geopolíticas foram significativas, reforçando as tensões na região do sul da Ásia.
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