Nosso objetivo é trazer matérias e informações INDEPENDENTES. Não nos vendemos por meio de convites a festividades e eventos fornecidos por este ou aquele governo, órgão ou instituição. Se a crítica de alguns redatores é ácida em alguns momentos, e reconhecemos isso, tal se dá pois nosso objetivo é trazer a você os fatos tais quais eles são, e não como certos grupos pretendem que os "vendamos a você". AESTRATEGIA.COM, aqui você encontra a verdade.
Os EUA lançaram na quinta-feira, no
sul do Afeganistão, sua maior operação militar
contra o Taleban desde que o presidente Barack Obama assumiu o
poder. O alvo da chamada Operação Khanjar (Golpe da
Espada) foi a Província de Helmand, um dos bastiões
do extremismo islâmico e da produção de
ópio no Afeganistão. O objetivo é restaurar a
confiança dos afegãos no governo local e garantir a
segurança da região antes das eleições
presidenciais de 20 de agosto.
Os militares avançaram pelos
vilarejos na área controlada pelo Taleban encontrando pouca
resistência na fase inicial da ofensiva - com pequenas armas
de fogo - ainda que esta seja uma tática comum entre os
militantes. A parte difícil da operação
será conseguir o apoio dos habitantes da região. A
ofensiva na área de 88 quilômetros controlada pelo
Taleban no sul do país será uma prova para a nova
estratégia de Obama, para permitir que o governo
afegão estabeleça raízes em Helmand. As
milícias demonstraram força na região, e
grandes regiões estão sob controle do grupo, com
pouca ou nenhuma presença do governo.
A falta de resistência dos
militantes pode mudar nos próximos dias, segundo afirmou
nesta sexta o capitão Bill Pelletier, porta-voz da unidade.
Segundo ele, o objetivo da operação não
é acabar com o Taleban, mas sim ganhar a confiança da
população local" - tarefa difícil numa
região em que os estrangeiros são vistos sob
suspeita. "É importante engajar-se com
líderes-chaves, ouvir o que eles mais precisam e quais
são as suas prioridades".
No segundo dia da operação,
as unidades conseguiram o controle de centros locais como Nawa e
Garmser, e negociaram sua entrada em Khan Neshin, capital do
distrito de Rig, afirmou Pelletier. "Eles esperam por
líderes locais e das aldeias" fora de Khan Neshin e , "com
sua permissão, entrarão".
A presença militar americana no
Afeganistão já dura oito anos. No entanto, apesar dos
90 mil soldados estrangeiros no país, os índices de
violência não param de aumentar e nas últimas
semanas quebraram recordes. Com a proximidade das
eleições presidenciais, autoridades locais temem que
haja ataques contra colégios eleitorais ou
ações de intimidação para impedir a
população de votar. As campanhas dos candidatos
já tiveram início na semana passada.
Uma porta-voz da coalizão,
Elisabeth Mathias, explicou à agência Efe que
estão sendo registrados "intensos combates" nos arredores do
município de Khanishin, capital do distrito de Reg, e outras
zonas do vale do rio Helmand, onde desde quinta-feira acontece a
ofensiva. Segundo ela, vários soldados ficaram feridos.
No dia 2 de abril, em Londres, enquanto o
presidente Luiz Inácio Lula da Silva apertava a mão
de Barack Obama, prometia US$ 10 bilhões ao FMI e ouvia que
ele "é o cara", sob os holofotes da mídia
internacional, a diplomacia brasileira negociava em Brasília
uma forma de ajudar o governo de Mahmoud Ahmadinejad a burlar as
sanções americanas contra o regime iraniano. As
linhas mestras de um acordo entre Brasil e Irã, que seria
assinado durante a visita de Ahmadinejad em maio que acabou adiada,
foram delineadas uma semana antes num encontro a portas fechadas no
Itamaraty, no dia 25 de março. ISTOÉ obteve a ata da
reunião em que o chanceler Celso Amorim e seu colega
iraniano Manoucherch Mottaki, acompanhados de assessores,
protagonizaram uma cena capaz de abalar as relações
entre o Brasil e os Estados Unidos. À revelia das
sanções dos EUA e das advertências do Conselho
de Segurança da ONU, contrário às
transações com instituições financeiras
iranianas, Amorim e Mottaki firmaram os termos de uma ampla
cooperação entre os sistemas bancários
brasileiro e iraniano. O que deixou o ex-chanceler Luiz Felipe
Lampreia de cabelos em pé: "Não se pode ignorar uma
recomendação do Conselho de Segurança da ONU.
Essa negociação com o Irã é como uma
pescaria em águas turvas."
O Itamaraty, no entanto, não
está nem aí. E em sua ênfase atual nas boas
relações com o mundo árabe abriu
negociações com o Export Development Bank of Iran
(EDBI), que entrou para a "black list" (lista negra) do
Departamento do Tesouro americano no final de 2008, ao lado de suas
subsidiárias, a corretora EDBI Stock Brokerage Company, a
empresa de câmbio EDBI Exchange Company, sediadas em
Teerã, e o Banco Internacional de Desarollo, com sede em
Caracas, na Venezuela. Além de congelar os ativos dessas
empresas em território dos EUA, as sanções
proíbem cidadãos americanos de negociar com elas.
Não se aplicam, portanto, aos brasileiros. Mas, na
opinião de diplomatas e especialistas ouvidos por
ISTOÉ, ao furar a barreira o Brasil põe em xeque a
política externa dos Estados Unidos.
Amorim tem defendido abertamente a
equidistância e o pragmatismo nas relações
internacionais. Mas o fato de o Itamaraty ter mantido
silêncio sobre as negociações com o Irã
não corresponde ao histórico da diplomacia
brasileira, que normalmente trombeteia qualquer acordo ou
negócio com outros países.
"Esse gesto vai levantar agora muitas
suspeitas. Por que o Brasil está fazendo isso?", questiona o
analista iraniano Meir Javedanfar, autor de um livro sobre o
governo Ahmadinejad e especialista no programa nuclear de seu
país. Javedanfar prevê mais tensões na
relação do governo Lula com Israel, que protestou
contra a visita de Ahmadinejad, e também atritos com o
Departamento de Estado americano. Para o exchanceler Lampreia, a
diplomacia brasileira se arrisca desnecessariamente. "Agora, que se
tornou público, o acordo certamente vai incomodar", diz ele.
E vai mesmo, especialmente quando autoridades econômicas e
diplomáticas americanas conhecerem o conteúdo das
medidas negociadas entre o Itamaraty e o EBDI. O acordo prevê
mecanismos financeiros para facilitar a exportação e
a importação de bens e serviços, incluindo
operações de reexportação para
terceiros países (o que permite ao Irã escapar do
embargo por uma triangulação comercial), a
criação de joint ventures, a abertura de bancos
iranianos no Brasil e a assinatura de um acordo entre os bancos
centrais para troca de informações sobre o sistema
financeiro.
No documento bilateral, as autoridades
também falam da "necessidade de buscar meios para superar os
prin cipais obstáculos" que impedem os negócios entre
os dois países. Na prática, significa ajudar
Teerã a obter crédito e garantias bancárias
para investimento, que escassearam nos ban cos europeus e
americanos com a imposição das sanções.
Aos olhos dos serviços de inteligência, por exemplo,
as iniciativas de cooperação não passam de
artimanhas para ajudar o Irã a contornar as
sanções e avançar no seu programa nuclear.
Se essa avaliação beira a
paranoia, sendo sucessivamente refutada por Teerã, o fato
é que negociar com um banco de desenvolvimento que
está na "lista negra" americana não é a melhor
forma de pavimentar o caminho para as especiarias do Oriente.
"Trata-se de um gesto equivocado do presidente Lula. Há
várias formas de se estabelecer parcerias que intensifiquem
o comércio bilateral", diz Javedanfar. Um exemplo é o
que tem feito a China, que vendeu ao Irã US$ 10
bilhões, entre 2007 e 2008. Foi seguida de perto pela
Alemanha (US$ 7 bilhões) e os Emirados Árabes Unidos
(US$ 6,6 bilhões). No mesmo período, o Brasil
conseguiu US$ 2,2 bilhões. O volume de comércio
desses países prova que há maneiras menos explosivas
de se estimular as exportações.
"O problema não é
econômico, mas político", alerta o brasileiro Salvador
GhelfiRaza, professor do Centro de Estudos Hemisféricos de
Defesa, um braço acadêmico do Pentágono.
"Ter o direito de fazer um acordo
não quer dizer que seja legítimo fazê-lo.
Está claro que o governo Lula fez uma opção
ideológica", afirma Raza. Ele ressalta que o Export
Development Bank of Iran tem financiado diversos projetos em Cuba,
El Salvador,
Equador, Bolívia e até
montou uma sociedade com a Venezuela: o chamado Banco Internacional
de Desarollo, com sede em Caracas. Recentemente, os presidentes
Mahmoud Ahmadinejad e Hugo Chávez anunciaram investimento de
US$ 200 milhões para projetos econômicos, industriais
e de extração mineral conjuntos. Mas a meta do
capital conjunto é de US$ 1,2 bilhão.
"Negociar com Ahmadinejad é o mesmo
que negociar com Adolf Hitler.
Ele prega o fim do Estado de Israel e o
extermínio dos judeus", diz o analista israelense Raphael
Israeli, professor da Universidade Hebraica de Jerusalém.
Para ele, a via de comércio aberta pelo governo Lula tem um
custo alto, "o de vidas humanas". Israeli se refere às
ações de repressão contra os manifestantes que
foram às ruas de Teerã para questionar o resultado da
eleição que reconduziu Ahmadinejad ao poder, e que
terminaram na morte de duas dezenas de pessoas. Mais ponderado,
Raza diz que o Brasil trai a sua história ao apoiar um
regime opressor que é contra a democracia. "Não acho
o Irã um bicho-papão, mas acho que a estrutura Ele
prega o fim do Estado de Israel e o extermínio dos judeus",
diz o analista israelense Raphael Israeli, professor da
Universidade Hebraica de Jerusalém. Para ele, a via de
comércio aberta pelo governo Lula tem um custo alto, "o de
vidas humanas". Israeli se refere às ações de
repressão contra os manifestantes que foram às ruas
de Teerã para questionar o resultado da
eleição que reconduziu Ahmadinejad ao poder, e que
terminaram na morte de duas dezenas de pessoas. Mais ponderado,
Raza diz que o Brasil trai a sua história ao apoiar um
regime opressor que é contra a democracia. "Não acho
o Irã um bicho-papão, mas acho que a estrutura
O chefe da Divisão de Programas de
Promoção à Exportação do
Itamaraty, Rodrigo de Azevedo, que assinou o acordo com o EBDI,
rebate as críticas e diz que o Brasil não vai abrir
mão do direito soberano de negociar com quem quer que seja.
O governo, segundo ele, não está preocupado se o
acordo com o Irã vai afetar as relações com os
Estados Unidos. "Nosso ponto de vista é comercial,
não político. Além disso, há uma
demanda dos empresários brasileiros para negociar com o
Irã", garante Azevedo. A única concessão que o
Brasil admite fazer, segundo ele, é manter-se afinado com as
resoluções do Conselho de Segurança das
Nações Unidas em relação à
energia nuclear. O resto é comércio.
A Subdiretoria de Desenvolvimento e
Programas (SDDP), do Departamento de Ciência e Tecnologia
Aeroespacial (DCTA) da Aeronáutica recebeu esta semana, em
Brasília, a oferta inicial da empresa espanhola EADS-CASA
para a aquisição de quatro novas aeronaves de
transporte C-105 Amazonas e quatro SC-105, versão de busca e
resgate da referida aeronave. Os aviões serão
destinados a unidades de transporte que atual no Norte e
Centro-Oeste do país e ao Esquadrão Pelicano
(2º/10º GAV), sediado em Campo Grande (MS) e
especializado em operações de busca e salvamento.
A oferta inicial da empresa visa atender
aos requisitos do Comando da Aeronáutica expedidos por meio
de pedido de oferta (Request for Proposal – RFP) entregue
à empresa no último dia 15 de abril. A próxima
fase do processo de aquisição das novas aeronaves
será a avaliação inicial da oferta
apresentada, o que ocorrerá em julho. Uma equipe
multidisciplinar, composta por militares e civis de vários
setores da Aeronáutica, sob a coordenação da
Gerência do Projeto CL-X, avaliará os aspectos
técnico-operacionais, logísticos, comerciais,
industriais e de offset, entre outros elementos.
Ficha Técnica
Tipo:
cargueiro
militar tático
Motores:
- 2 motores turbo-hélices PW127G de 2.645 HP cada
Desempenho:
- velocidade máx. cruzeiro: 474 Km/h
- razão de subida:
- teto operacional: 27 mil pés (8.230 m)
Compartimento de carga:
57 m3
Alcance:
- com carga máxima: 1.455 Km
- com 4.000 Kg de carga: 4.969 Km
Dimensões:
- comprimento: 24,45 m
- envergadura: 25,81 m
- altura:
Capacidade:
- 73 soldados
- ou 48 pára-quedistas totalmente equipados
- ou 21 feridos e mais 3 assistentes médicos
- ou 9.250 Kg de carga útil
Operadores:
Brasil, Espanha, Turquia, Irlanda,Coréia do Sul e outros
A Lockheed Martin mostrou o seu
projeto de exoesqueleto Human Universal Load Carrier (HULC) para aumentar a
força de soldados e evitar cansaço prematuro.
O HULC está sendo desenvolvido
juntamente com a Berkeley BionicsTM. Em combate já levam cargas pesadas
diminuindo a agilidade e aumentando o desgaste.
O HULC possibilita que um
soldado leve 90kg de cargas sem esforço. O HULC transfere o peso das cargas
para a terra com baterias elétricas e um computador possibilita que o esqueleto
se moverá seguindo os movimentos do corpo.
O que ficamos a pensar é se parte de tais 90kg (ou mais em futuras versões) forem usadas para blindagem pessoal, teremos um soldado praticamente invulnerável.
É melhor acompanhar de perto. Trata-se de uma tecnologia que está sendo desenvolvida sem muito alarde, mas que se realmente funcionar, irá revolucionar a maneira pela qual concebemos a defesa.
O US Army comprou 28 mil miras
térmicas TWS II por US$ 2 bilhões para prover fuzil e metralhadoras com custo
médio de US$ 8.200 cada.
O novo padrão tem várias melhorias que ponderaram dados
das tropas como um modelo mais leve, fácil de usar e manter. O novo padrão é
1/3 mais leve no geral e usa baterias uniformizadas ao invés de baterias
especiais e difíceis de substituir. As novas baterias são capazes de serem
compradas em lojas como já feito no Iraque.
O TWS II virá em três tamanhos: leve para o M-16 com alcance de 550 metros, o
médio para metralhadoras com alcance de 1.100 metros e o pesado para
metralhadoras pesadas e lança-granadas com alcance de 2200 metros.
O US Army já utiliza 20 mil TWS
de modelos antigos e novos.
O UAV Avenger (Predator C) foi demonstrado
pela General Atomics em desenvolvimento com recursos próprios. O Avenger é um
UAV a jato com formas “stealth”, cauda em V e entrada de ar superior.
Estava
previsto o voo em 2006, mas foi adiado até 2008 e novamente para este ano. O
uso principal é para vigilância radar. A US Navy está interessada desde 2002,
mas não quer uma aeronave a hélice no convés.
O Avenger já foi projetado com
asas dobráveis e gancho de parada para poder atuar embarcado, além de facilitar
o armazenamento. O MQ-1 Predator B tem o custo de US$ 7 milhões e o MQ-9
Predator C deve custar o três vezes mais, mas ainda será metade do custo do
Global Hawk, com 85% do performance.
O trem de pouso é o mesmo do F-5. Os
sensores podem ser o radar SAR Lynx e sensores eletroóticos como o FLIR do
F-35. A propulsão será um turbofan Pratt & Whitney PW545B com as mesmas
armas do Predator B Reaper mantendo o papel Hunter/Kiiler.
O objetivo é ter uma
maior aptidão de sobrevivência em cenários de maior intensidade. Sendo a jato
terá maior velocidade de transito com melhor tempo de resposta.
O Avenger tem
20 metros de envergadura e chega a uma velocidade de 740 km/h e teto máximo de
60 mil pés. O transporte externo será feito em cenários de menor intensidade
podendo levar combustível extra internamente para 2 horas a mais somadas as 20
horas de autonomia.
O MQ-1 tem maior autonomia e o MQ-9 leva mais peso com o
Predator C sendo uma mistura das duas capacidades com resposta rápida.
O compartimento interno de armas pode levar
bombas GBU-38 de 227 kg. A carga total é estimada em 3 mil libras em armas e
sensores, incluido no compartimento interno de cerca de 10 pés de comprimento.
O USMC está analisando a
modificação de vários KC-130J de reabastecimento em vôo para ter capacidade
análoga ao AC-130 Spooky e Spectre da USAF como resulto da necessidade das
tropas no Afeganistão para de um maior poder de fogo.
O programa tem o nome de“Harverst Hawk”.
A aeronave receberá
equipamento modular de armas e sensores podendo ser um canhão Mk44 Bushmaster
II de 30 mm, mísseis AGM-114 Hellfire armados nas asas e armas de longo
alcance.
O USMC viu o a operação com sucesso dos AC-130 nos combates recentes,
mas não tem como comparar por custar o triplo do KC-130. O plano inicial são
para três kits e depois ter três kits roll-on/ roll-off por esquadrão criando
um "gunship instantâneo". Serão nove kits em 2011 e outros 12 em
2012. Os kits serão aperfeiçoados com o tempo.
A fase I seria a capacidade
básica com “pod” na seção traseira do tanque externo esquerdo, com os dados
indo para um container especial com consoles, mísseis “Hellfire” com lançador
na asa esquerda e um canhão “ATK Bushmaster” de 30mmm movido na porta.
O
candidato a sensor são os modelos “Lockheed Martin AN/AAQ-30 TSS” já usado no
AH-1Z e alguns AC-130 e no “L-3 Wescam MX-15D” (AN/AAQ-35). A Lockheed Martin
foi contrata por US$ 22 milhões para desenvolver o sistema de controle de tiro “roll-on,
roll-off” (modular) para instalar nos KC-130J.
A Boeing revelou o novo caça
F-15SE (Silent Eagle) para competir com o F-35 no mercado externo.
O F-15SE é
basicamente um F-15 com radar AESA, nova aviônica e fuselagem modificada com menor RCS. Os
tanques conformais (CFT) tem dois compartimentos internos de armas cada um com
dois pontos fixos, um na asa e um trapézio capaz de levar bombas JDAM de 454 kg
ou mísseis AMRAAM.
O CFT pode ser trocado em 2,5 horas e depois abrigar os
novos.Com o novo CFT o alcance diminui de 180 a 200 milhas em razão da menor
capacidade de combustível. A Boeing já tinha estudado um F-15 furtivo como
substituiçãoao F-22, sendo a novidade o
CFT com armas internas.
O RCS frontal pode ser baixado ao nível do F-35, deve
usar um bloqueador de radar nas entradas de ar, mas não deve ser vendido. As
novas capacidades podem ser utilizadas em aeronaves já operacionais, custando
bem menos. A porta superior abre com um trilho para AMRAAM ou AIM-9X ou bombas
de 227 kg.
Todos podem levar dois SDB cada. A cauda foi inclinada em 15 graus
para fora para diminuir a necessidade de
lastro e diminuir o RCS. A assinatura frontal foi reduzida com a adição de cobertura
absorvente de radar.
A Boeing confirma que o RCS não ajuda contra radares em
terra. A assinatura térmica também não foi diminuída. A BAE Systems participa
com o Digital Electronic Warfare System (DEWS) de guerra eletrônica. A aeronave
pode ser alterada para padrão não
furtivo trocando o CFT levando armas externas e maior capacidade de
combustível.
O projeto foi oferecido a Israel, Japão, Cingapura, Arábia Saudita
e Coréia do Sul. A Boeing espera vender 190 unidades. O custo é avaliado em
US$100 milhões incluindo apoio logístico e treinamento. Os testes de voo foram
planejados para 2010 incluindo disparo real de armas.
A Mectron e a Britanite IBQ
Defence Systems demonstraram um novo concepção de kit de bomba dirigida chamado
Acauan (falcão) ou SMKB (Smart Kit Bomb) desenvolvido junto com o CTA. O kit
usa guiamento por INS apoiado por navegação por satélite. O receptor de
satélite é compatível com o GPS americano, Glonass russo ou o Galileo europeu.
A Britanite é responsável pela
cabeça de guerra, kit de cauda e sistema de planejamento missão. Uma vantagem do
novo kit é a facilidade de integração, particularmente em aeronaves pouco
sofisticadas, pois não precisa conexão de “databus” para controle ou designação
de alvos. As empresas criaram um sistema sem fio portátil com criptografia que
pode programar as coordenadas do alvo em terra ou no ar ou modos de operação.
Assim o kit pode ser conectado em qualquer aeronave sem apoio do fabricante do avião.
O CEP é tido como 6 metros (se
não for interferido) e bem melhor que modos de lançamento CCRP. As empresas não
disseram se estudam acrescentar outros kits de guiamento como laser, TV ou
infravermelho.
A energia da bomba é gerada por
uma pequena hélice no nariz da bomba não precisando de energia da aeronave. O
kit virá em versões para ser instalado nos modelos Mk82 ou Mk83. A SMKB/Acauan pode ser disparada
a uma altura de até 10 mil metros com alcance de 16 km a 24km. As empresas não especulam
um kit para a bomba Mk84 por ser considerada potente para "ataques
cirúrgicos" (embora vários alvos importantes necessitarem de armas até
mais possantes) e também não citam se será usada em bombas penetradoras BPEN.
Um kit de asas está sendo desenvolvido para ampliar o alcance para 35-40 km. A
primeira entrega é esperada para 2010, e as empresas citam que já foi comercializada
para outro país da América do Sul e pelo menos quatro do oriente médio.
No ultimo dia 9, foi demonstradoà imprensa local pelo brigadeiro do ar Carlos
Eurico Peclat dos Santos (comandante do CINDACTA-4) e pelos diretores da Atech
– Tecnologias Criticas, Delfim Ossamu Miyamaru e José Cláudio Manesco, o Centro
de Controle de Aproximação (APP) de Belém.
Os APP’s controlam o tráfego de aeronaves nas fases de
aproximação de pouso e decolagem nos aeroportos enquanto os Centros de Controle
de Área (ACC) controlam os aviões em rotas aéreas e fazem parte dos Centros
Integrados de Defesa Aérea e Controle de Trafego Aéreo (CINDACTA).
O sistema da Atech, denominado como Sistema de Tratamento de
Visualização de Dados (STVD), foi projetado para proporcionar aos controladores
melhores condições de trabalho ao minimizar a carga de operações e agilizar a
execução das rotinas operacionais.
Cada CINDACTA é formado por estações de telecomunicação e
radares que cumprem, simultaneamente, e de forma integrada duas atividades das
mesmas especificações, mas com objetivos diferentes, sendo uma de caráter
civil, o controle de tráfego e, a outra, militar, a vigilância e a defesa
aérea.
É importante enfatizar que ao desenvolver o STVD a Atech
inventou um sistema que será capaz de acompanhar o aumento da malha aérea
brasileira. Esta capacidade vai ao encontro das necessidades futuras do setor
uma vez que a Organização da Aviação Civil Internacional antevê um aumento de
239% no numero de voos na América Latina até o ano de 2025.
O STVD possibilitao
monitoramento de desvios relativos à separação lateral, vertical e longitudinal
entre as várias aeronaves em voo, colaborando para melhores padrões de
segurança e eficiência das operações, em especial em regiões de grande número
de circulação de aeronaves.
O Centro, que tem a atribuição de coordenar
aproximadamente110 vôos diários, teve
sua modernização concluída no primeiro trimestre deste ano. No processo de
modernização, incluído em um amplo programa do Comando da Aeronáutica iniciado
em 2000, foram trocados equipamentos da França por outros, de origem nacional,
com ênfase ao software 100% brasileiro, criado pela Atech.
Segundo o Delfim Miyamaru, diretor-adjunto da Atech, uma das
características do STVD é que, para operá-lo, são usados equipamentos e
consoles que adotam padrões internacionais e que são customizados segundo as
características de cada local no qual o sistema é implantado. Enfatizou ainda
que o projeto do STVD coloca o Brasil em igualdade de ciência com países da
Europa e com os Estados Unidos e que as novas tecnologias vêm sendo
desenvolvidas em um processo ininterrupto para melhorar e otimizar o tratamento
de informações e a comunicação entre os pilotos e os controladores, elevando os
níveis de eficiência e de segurança da aviação em todo o território
brasileiro.
Até o momento foram atualizadas , nos mesmos moldes do APP
de Belém, as instalações encontradas em Natal (RN), Salvador (BA), Brasília
(DF), Pirassununga (SP), Campo Grande (MS), Cuiabá (MT), Curitiba (PR),
Florianópolis (SC) e Recife (PE). Durante este ano, devem ser terminadas as atualizações
em andamento em Anápolis (GO), Manaus
(AM), Porto Alegre (RS), Maceió (AL), Foz do Iguaçu (PR) e Santa Maria (RS).
A Coréia do Norte pronunciou quenunca desistirá deseu programa nuclear e chantageou com uma operação militar, um dia depois de o
Conselho de Segurança da ONU aprovar a inspeção de navios suspeitos de levar
armas para o regime comunista. O regime
de Kim Jong-il ameaçou ainda querebaterá de forma militar se os Estados Unidos e outros países
conseguirem umbloqueiode seus navios, pois o consideraráum ato de guerra, cientificou a agência
estatal norte-coreana KCNA.
O conflito sobre a Coréia do Norte cresceu muito desde o dia
5 de abril, quando o país disparou um foguete de longo alcance. Após isso, em
25 de maio, o regime comunista conseguiu seu segundo teste nuclear e lançou
vários mísseis de curto alcance, em desafio às advertências de países como EUA,
Japão e Coréia do Sul.
O país comunista garantiu, em uma declaração de seu
Ministério de Assuntos Exteriores, que o processo de enriquecimento de urânio
está "em fase de experimentação", e que utilizará o plutônio que
armazena para construir armas nucleares.
Esse teste nuclear foi castigado ontem com a nova resolução
da ONU que acrescenta sanções mais pesadas contra o regime comunista. O texto
foi admitido com o apoio da China, principal aliadada Coréia do Norte e que hoje, através
deseu porta-voz, o qualificou como uma
mostrada aversão comum da comunidade
internacional ao teste nuclear da Coréia do Norte.
Os governos de Japão e Coréia do Sul aplaudiram hoje a nova
resolução do Conselho de Segurança e se empenharam a aplicá-la
imediatamente.“Queremos que a Coreia do
Norte leve a sério a clara mensagem da comunidade internacional na resolução”,
disse o primeiro-ministro japonês, Taro Aso.
Uma resolução confirmada ontem pelo Conselho de Segurança da
ONU aumenta o embargo de armas e o bloqueio de ativos norte-coreanos, e admite
a inspeção de navios e aviões suspeitos de carregar mísseis ou armamento
nuclear para Pyongyang.
“A resolução é mais dura se comparada com a última (adotada
após o primeiro teste nuclear), mas estou preocupado com sua efetividade”,indicou hoje Shigeo Iizuka, irmão de um dos
cidadãos japoneses sequestrados pela Coréia do Norte, principal questãode atrito entre Tóquio e Pyongyang.
O governo sul-coreano, por sua vez, pede que a Coréia do
Norte aceite esta mensagem da comunidade internacional, para que desmantele seu
programa nuclear e paralise toda a atividade referente a mísseis balísticos, disse o porta-voz do
Ministério de Exteriores sul-coreano.
Porém, as resoluções da ONU não alcançaram até agora acabar com as ambições nucleares do
regime norte-coreano, nega ter um programa de enriquecimento de urânio, como
suspeitavam os Estados Unidos, mas confessava avanços para extrair plutônio para construir
armas nucleares.
Conforme a agência
local Kyodo, o governo japonês deve admitir até a terça-feira novas sanções
unilaterais contra o país comunista, que abrangeriam um veto total das
importações e exportações.
A deliberação terá um tom mais simbólico, uma vez que as importações encontram-se proibidas com as sanções atualmente em vigor e
as exportações japonesas à Coréia do Norte quase não chegaram aos 5,8 milhões
de euros em 2008.
A FAB perseguiu um monomotor carregado com 176 kg de cocaína em
Rondônia. Os pilotos da Aeronáutica deram tiros de advertência contra
os bolivianos que o pilotavam.
Os tiros contra a aeronave
boliviana foram os primeiros desde a Lei do Abate, quando
a FAB interceptou avião boliviano com
300 kg de cocaína na fronteira do Brasil.
O conceito adotado pelos pilotos da FAB só foi possível em
razão da Lei do Abate, que passou a vigorar a partir de 2004.
O delegado federal afirmaque a fronteira do Brasil com a Bolívia, no trecho do estado de
Rondônia, é composta por muitasáreasalagadas e por pouca área
seca. "Se eles optarem por mudar a logística de transporte de drogas por
terra, isso vai facilitar a nossa ação de repressão junto com a Polícia
Rodoviária Federal (PRF). Caso eles escolham o transporte aquático, o custo
deles vai ser bem maior", afirmou Sanchez.
Sanchez disse que os resultados da interceptação ainda não
podem ser apreendidos na última ponta do tráfico de drogas, que é o viciado.
"Isso vai demorar cerca de três meses. Após essa operação da FAB, acredito
que os traficantes tenham de repensar suas estratégias. Com isso, os custos do
tráfico devem aumentar e, por consequência, o valor da droga para o usuário
também tende a subir."
A interceptação da FAB
O vídeo apresentado pela Aeronáutica mostra a perseguição ocorrida
na quinta-feira, dia 4, a uma aeronave que transportava 176 quilos de cocaína. A aeronave não chegou a
ser abatida. Dois bolivianos que pilotavam o avião – os quais, tentaram fugir após o
pouso – foram presos pelas polícias Civil e Federal.
O avião bolivianoencontrava-seauma altitude de 500 metros quando foi
identificado pelo avião-radar E-99 e por um A-29. Somente após o tiro de
alerta, o piloto da aeronave suspeita obedeceu às ordens da FAB. (na verdade, a
ordem era para se dirigirem a um aeroporto, mas os traficantes guinaram
rapidamente a aeronave para uma pista de pouso clandestina, na tentativa de
fugir a pé, mas não conseguiram).
Com base jurídica na Lei do Abate, os militares da FAB dispararam
duas rajadas de tiros de metralhadora, após os pilotos terem ignorado os diversos procedimentos de comunicação e identificação.
Eles arriscarammanobrar o avião em direção à fronteira com a
Bolívia.
Os pilotos do monomotor pousaram em uma estrada de terra de
Izidrolândia, no interior de Rondônia. Primeiramente, a Polícia Federal havia avaliado
que seriam 300 kg de droga. "Nós só
fomos acionados pela FAB no momento de fazer a abordagem da aeronave e dos
traficantes", disse Sanchez.