Nosso objetivo é trazer matérias e informações INDEPENDENTES. Não nos vendemos por meio de convites a festividades e eventos fornecidos por este ou aquele governo, órgão ou instituição. Se a crítica de alguns redatores é ácida em alguns momentos, e reconhecemos isso, tal se dá pois nosso objetivo é trazer a você os fatos tais quais eles são, e não como certos grupos pretendem que os "vendamos a você". AESTRATEGIA.COM, aqui você encontra a verdade.
Na conversa com jornalistas, em seu gabinete, em Brasília, Alencar,
ao ressaltar a necessidade de o Brasil ter meios para proteger seu
patrimônio, citou o caso do Paquistão, que, segundo o vice, embora seja
um país pobre, tem assento em vários organismos internacionais,
justamente por ter a bomba atômica. "Eles sentam à mesa porque eles têm
arma nuclear. É vantagem? É, até do ponto de vista de dissuasão é. É
importante", observou.
Na opinião do presidente em
exercício, "nós, brasileiros, às vezes somos muito tranquilos. Nós
dominamos a tecnologia da energia nuclear, mas ninguém aqui tem uma
iniciativa para avançar nisso. Temos que avançar nisso aí". Em seguida,
Alencar passou a pregar também a necessidade de aumento do orçamento
das Forças Armadas e da vinculação deste orçamento ao PIB. "Precisa ter
uma percentualidade do PIB entre 3% e 5%, que daria muita força para o
sistema de defesa, que precisa de cuidado e está abandonado há muito
tempo", comentou Alencar, que já foi ministro da Defesa.
O
presidente em exercício disse que este avanço nas pesquisas tem de ser
para fins pacíficos, mas o fato de ter o artefato, "reforça" o poder do
país. "Não estou dizendo que o Brasil vai fazer isso ou não e nem quero
dizer se quero ou se não quero. Estou fazendo uma análise como
brasileiro. Se nós estivéssemos nessas condições, imagina o que seria o
Brasil? A respeitabilidade do país cresceria muito. Tem aquela frase `a
força é o direito e a justiça é o poder do mais forte'", emendou.
As
declarações de José Alencar foram dadas no mesmo dia que o Conselho de
Segurança (CS) das Nações Unidas aprovou uma resolução com o fim de
conter a disseminação das armas nucleares no mundo. O Conselho, com
cinco membros permanentes e dez rotativos, passou a medida por
unanimidade. O Brasil reivindica um assento no Conselho. Anteontem,
Lula se reuniu por mais de uma hora, com o presidente do Irã, Mahmoud
Ahmadinejad, e fez uma enfática defesa do colega iraniano, apoiando,
inclusive, o direito de Teerã enriquecer urânio, material das bombas
nucleares.
Questionado se esta declaração de defesa de
armas nucleares não precisaria de mudanças na Constituição, Alencar
lembrou que somos signatários do Tratado de Não proliferação de Armadas
nucleares, mas, em seguida, emendou: "eu acho que isso é tudo
negociado, é tudo conversado".
Alencar retornou de São
Paulo na noite de quarta-feira, depois de mais uma sessão de
quimioterapia. Na semana que vem, Alencar reassume a presidência, com a
ida de Lula para a Europa.
CARACAS - O presidente da Venezuela, Hugo Chávez,
começou a analisar as relações com a
Colômbia por considerar que uma maior presença militar
norte-americana no país vizinho representa uma ameaça
para seu projeto socialista. "As tropas norte-americanas na
Colômbia fazem o que querem e são uma ameaça
para a Venezuela. Por isso, nós lamentamos esta
situação, mas nos vemos obrigados a revisar as
relações com a Colômbia", disse Chávez
na noite de segunda-feira, 21, em um programa de televisão
estatal.
O venezuelano, que afirma liderar uma revolução
socialista e anti-imperialista no país petroleiro, acusou o
governo colombiano de permitir a instalação de novas
bases norte-americanas. O presidente colombiano, Álvaro
Uribe, no entanto, tem assegurado que o acordo contempla somente o
uso de bases nacionais. Uribe defende o incremento da
cooperação militar com Washington para fortalecer o
combate ao narcotráfico e a guerrilhas, uma decisão
criticada pelo grupo de países de esquerda que Caracas
lidera na região.
Chávez criticou em diversas ocasiões a estreita
relação da Colômbia com os Estados Unidos, seus
dois principais parceiros comerciais, apesar da posse de Barack
Obama este ano ter relaxado as tensões com o país que
considera seu inimigo ideológico. Contudo, o líder
venezuelano retomou suas críticas à Casa Branca por
considerar que os Estados Unidos permitiram o golpe de Estado
contra seu aliado hondurenho, o presidente deposto Manuel
Zelaya.
"Eles (Estados Unidos) estão abrindo as portas a quem nos
ataca permanentemente ... e a quem tem derrotado governos e a quem
está apoiando o golpe em Honduras", disse Chávez, que
frequentemente acusa Washington de estar por trás do golpe
contra seu governo, que o deixou por algumas horas fora do poder em
2002.
Os EUA condenaram o golpe e ameaçaram suspender a ajuda
econômica ao empobrecido país centro-americano se o
governo de facto se negar a restituir o presidente deposto, como
exigem a Organização dos Estados Americanos (OEA) e a
Organização das Nações Unidas (ONU).
Nesta semana, o Exército apresentou
ao Ministério da Defesa seus planos de equipamento e
reestruturação, que nortearão
ações promovidas em um período de 2010 a 2030.
Para a elaboração do documento, foram criados seis
grupos de trabalho (integração,
articulação, equipamento,
racionalização, apoio e doutrina), que iniciaram a
elaboração de suas planilhas no mês de
fevereiro, conforme adiantou o Defesa Brasil.
Entitulado de Estratégia
Braço Forte, o plano compreende vários projetos
realizados em pequeno, médio e longo prazo e define os
projetos contidos no período de curto prazo, até
2014, como “necessidade emergencial”, em que, com um
mínimo de acréscimo de efetivo, o Exército
Brasileiro dará prioridade absoluta a ações
que permitam a conclusão de projetos já iniciados,
completando o nível mínimo dos equipamentos militares
e infraestrutura atuais. Neste prazo, áreas críticas,
com grande grau de obsolescência serão atendidas, como
o armamento individual e o sistema de defesa anti-aérea.
Dentro deste contexto de emergencialidade,
o acréscimo médio ao orçamento anual
até 2014 é de pouco mais de 2 bilhões de
reais. A longo prazo, tal acréscimo pode chegar a 7
bilhões em investimentos. O custo total previsto para o
plano é de 149,1 bilhões de reais, relativos a
projetos executados até 2030. O Exército, contudo,
admite que tais recursos são “expressivos” e que
a concretização do plano em sua totalidade
será uma decisão do Estado Brasileiro.
A médio e longo prazos,
haverá acréscimos significativos de efeito,
principalmente na Amazônia, que receberá
atenção especial, como a criação de
novos batalhões na fronteira e uma nova Brigada de
Infantaria de Selva em Manaus. A Região Amazônica
deverá receber um acréscimo de 22 mil homens. No
total, o efetivo do Exército deverá crescer em cerca
de 59 mil militares.
O plano é dividido ainda em
programas, como o "Sentinela da Pátria", que cuidará
da reestruturação, redistribuição e
criação de novas unidades militares e brigadas, que
deverão seguir o princípio da alta mobilidade, com
tropas aerotransportáveis e de alto poder de fogo. Já
o programa Combatente Brasileiro (COBRA), norteará a
aquisição e, principalmente, o desenvolvimento de
novos equipamentos militares, no âmbito do sistema de
ciência e tecnologia do Exército Brasileiro, com
absoluta prioridade à indústria nacional, visando o
desenvolvimento de produtos de defesa de alto potencial de
exportação e valor agregado.
Descentralização
Dando sequência a um movimento que
vem sendo realizado há anos, o Exército pretende
transferir unidades situadas no Rio de Janeiro para outras
regiões do país, como a Amazônia. A Brigada de
Infantaria Paraquedista deverá ser transferida para a cidade
goiana de Anápolis, paralelamente ao movimento
análogo das unidades de transporte da Força
Aérea Brasileira. Tal fato sugere alta harmonia e
integração entre as duas Forças Armadas,
além de obedecer a um dos parâmetros da
Estratégia Nacional de Defesa, que determina ao
Exército possuir alto grau de mobilidade dentro do
território nacional, podendo se fazer presente em qualquer
ponto, no menor tempo e com o maior poder possível.
Os EUA lançaram na quinta-feira, no
sul do Afeganistão, sua maior operação militar
contra o Taleban desde que o presidente Barack Obama assumiu o
poder. O alvo da chamada Operação Khanjar (Golpe da
Espada) foi a Província de Helmand, um dos bastiões
do extremismo islâmico e da produção de
ópio no Afeganistão. O objetivo é restaurar a
confiança dos afegãos no governo local e garantir a
segurança da região antes das eleições
presidenciais de 20 de agosto.
Os militares avançaram pelos
vilarejos na área controlada pelo Taleban encontrando pouca
resistência na fase inicial da ofensiva - com pequenas armas
de fogo - ainda que esta seja uma tática comum entre os
militantes. A parte difícil da operação
será conseguir o apoio dos habitantes da região. A
ofensiva na área de 88 quilômetros controlada pelo
Taleban no sul do país será uma prova para a nova
estratégia de Obama, para permitir que o governo
afegão estabeleça raízes em Helmand. As
milícias demonstraram força na região, e
grandes regiões estão sob controle do grupo, com
pouca ou nenhuma presença do governo.
A falta de resistência dos
militantes pode mudar nos próximos dias, segundo afirmou
nesta sexta o capitão Bill Pelletier, porta-voz da unidade.
Segundo ele, o objetivo da operação não
é acabar com o Taleban, mas sim ganhar a confiança da
população local" - tarefa difícil numa
região em que os estrangeiros são vistos sob
suspeita. "É importante engajar-se com
líderes-chaves, ouvir o que eles mais precisam e quais
são as suas prioridades".
No segundo dia da operação,
as unidades conseguiram o controle de centros locais como Nawa e
Garmser, e negociaram sua entrada em Khan Neshin, capital do
distrito de Rig, afirmou Pelletier. "Eles esperam por
líderes locais e das aldeias" fora de Khan Neshin e , "com
sua permissão, entrarão".
A presença militar americana no
Afeganistão já dura oito anos. No entanto, apesar dos
90 mil soldados estrangeiros no país, os índices de
violência não param de aumentar e nas últimas
semanas quebraram recordes. Com a proximidade das
eleições presidenciais, autoridades locais temem que
haja ataques contra colégios eleitorais ou
ações de intimidação para impedir a
população de votar. As campanhas dos candidatos
já tiveram início na semana passada.
Uma porta-voz da coalizão,
Elisabeth Mathias, explicou à agência Efe que
estão sendo registrados "intensos combates" nos arredores do
município de Khanishin, capital do distrito de Reg, e outras
zonas do vale do rio Helmand, onde desde quinta-feira acontece a
ofensiva. Segundo ela, vários soldados ficaram feridos.
No dia 2 de abril, em Londres, enquanto o
presidente Luiz Inácio Lula da Silva apertava a mão
de Barack Obama, prometia US$ 10 bilhões ao FMI e ouvia que
ele "é o cara", sob os holofotes da mídia
internacional, a diplomacia brasileira negociava em Brasília
uma forma de ajudar o governo de Mahmoud Ahmadinejad a burlar as
sanções americanas contra o regime iraniano. As
linhas mestras de um acordo entre Brasil e Irã, que seria
assinado durante a visita de Ahmadinejad em maio que acabou adiada,
foram delineadas uma semana antes num encontro a portas fechadas no
Itamaraty, no dia 25 de março. ISTOÉ obteve a ata da
reunião em que o chanceler Celso Amorim e seu colega
iraniano Manoucherch Mottaki, acompanhados de assessores,
protagonizaram uma cena capaz de abalar as relações
entre o Brasil e os Estados Unidos. À revelia das
sanções dos EUA e das advertências do Conselho
de Segurança da ONU, contrário às
transações com instituições financeiras
iranianas, Amorim e Mottaki firmaram os termos de uma ampla
cooperação entre os sistemas bancários
brasileiro e iraniano. O que deixou o ex-chanceler Luiz Felipe
Lampreia de cabelos em pé: "Não se pode ignorar uma
recomendação do Conselho de Segurança da ONU.
Essa negociação com o Irã é como uma
pescaria em águas turvas."
O Itamaraty, no entanto, não
está nem aí. E em sua ênfase atual nas boas
relações com o mundo árabe abriu
negociações com o Export Development Bank of Iran
(EDBI), que entrou para a "black list" (lista negra) do
Departamento do Tesouro americano no final de 2008, ao lado de suas
subsidiárias, a corretora EDBI Stock Brokerage Company, a
empresa de câmbio EDBI Exchange Company, sediadas em
Teerã, e o Banco Internacional de Desarollo, com sede em
Caracas, na Venezuela. Além de congelar os ativos dessas
empresas em território dos EUA, as sanções
proíbem cidadãos americanos de negociar com elas.
Não se aplicam, portanto, aos brasileiros. Mas, na
opinião de diplomatas e especialistas ouvidos por
ISTOÉ, ao furar a barreira o Brasil põe em xeque a
política externa dos Estados Unidos.
Amorim tem defendido abertamente a
equidistância e o pragmatismo nas relações
internacionais. Mas o fato de o Itamaraty ter mantido
silêncio sobre as negociações com o Irã
não corresponde ao histórico da diplomacia
brasileira, que normalmente trombeteia qualquer acordo ou
negócio com outros países.
"Esse gesto vai levantar agora muitas
suspeitas. Por que o Brasil está fazendo isso?", questiona o
analista iraniano Meir Javedanfar, autor de um livro sobre o
governo Ahmadinejad e especialista no programa nuclear de seu
país. Javedanfar prevê mais tensões na
relação do governo Lula com Israel, que protestou
contra a visita de Ahmadinejad, e também atritos com o
Departamento de Estado americano. Para o exchanceler Lampreia, a
diplomacia brasileira se arrisca desnecessariamente. "Agora, que se
tornou público, o acordo certamente vai incomodar", diz ele.
E vai mesmo, especialmente quando autoridades econômicas e
diplomáticas americanas conhecerem o conteúdo das
medidas negociadas entre o Itamaraty e o EBDI. O acordo prevê
mecanismos financeiros para facilitar a exportação e
a importação de bens e serviços, incluindo
operações de reexportação para
terceiros países (o que permite ao Irã escapar do
embargo por uma triangulação comercial), a
criação de joint ventures, a abertura de bancos
iranianos no Brasil e a assinatura de um acordo entre os bancos
centrais para troca de informações sobre o sistema
financeiro.
No documento bilateral, as autoridades
também falam da "necessidade de buscar meios para superar os
prin cipais obstáculos" que impedem os negócios entre
os dois países. Na prática, significa ajudar
Teerã a obter crédito e garantias bancárias
para investimento, que escassearam nos ban cos europeus e
americanos com a imposição das sanções.
Aos olhos dos serviços de inteligência, por exemplo,
as iniciativas de cooperação não passam de
artimanhas para ajudar o Irã a contornar as
sanções e avançar no seu programa nuclear.
Se essa avaliação beira a
paranoia, sendo sucessivamente refutada por Teerã, o fato
é que negociar com um banco de desenvolvimento que
está na "lista negra" americana não é a melhor
forma de pavimentar o caminho para as especiarias do Oriente.
"Trata-se de um gesto equivocado do presidente Lula. Há
várias formas de se estabelecer parcerias que intensifiquem
o comércio bilateral", diz Javedanfar. Um exemplo é o
que tem feito a China, que vendeu ao Irã US$ 10
bilhões, entre 2007 e 2008. Foi seguida de perto pela
Alemanha (US$ 7 bilhões) e os Emirados Árabes Unidos
(US$ 6,6 bilhões). No mesmo período, o Brasil
conseguiu US$ 2,2 bilhões. O volume de comércio
desses países prova que há maneiras menos explosivas
de se estimular as exportações.
"O problema não é
econômico, mas político", alerta o brasileiro Salvador
GhelfiRaza, professor do Centro de Estudos Hemisféricos de
Defesa, um braço acadêmico do Pentágono.
"Ter o direito de fazer um acordo
não quer dizer que seja legítimo fazê-lo.
Está claro que o governo Lula fez uma opção
ideológica", afirma Raza. Ele ressalta que o Export
Development Bank of Iran tem financiado diversos projetos em Cuba,
El Salvador,
Equador, Bolívia e até
montou uma sociedade com a Venezuela: o chamado Banco Internacional
de Desarollo, com sede em Caracas. Recentemente, os presidentes
Mahmoud Ahmadinejad e Hugo Chávez anunciaram investimento de
US$ 200 milhões para projetos econômicos, industriais
e de extração mineral conjuntos. Mas a meta do
capital conjunto é de US$ 1,2 bilhão.
"Negociar com Ahmadinejad é o mesmo
que negociar com Adolf Hitler.
Ele prega o fim do Estado de Israel e o
extermínio dos judeus", diz o analista israelense Raphael
Israeli, professor da Universidade Hebraica de Jerusalém.
Para ele, a via de comércio aberta pelo governo Lula tem um
custo alto, "o de vidas humanas". Israeli se refere às
ações de repressão contra os manifestantes que
foram às ruas de Teerã para questionar o resultado da
eleição que reconduziu Ahmadinejad ao poder, e que
terminaram na morte de duas dezenas de pessoas. Mais ponderado,
Raza diz que o Brasil trai a sua história ao apoiar um
regime opressor que é contra a democracia. "Não acho
o Irã um bicho-papão, mas acho que a estrutura Ele
prega o fim do Estado de Israel e o extermínio dos judeus",
diz o analista israelense Raphael Israeli, professor da
Universidade Hebraica de Jerusalém. Para ele, a via de
comércio aberta pelo governo Lula tem um custo alto, "o de
vidas humanas". Israeli se refere às ações de
repressão contra os manifestantes que foram às ruas
de Teerã para questionar o resultado da
eleição que reconduziu Ahmadinejad ao poder, e que
terminaram na morte de duas dezenas de pessoas. Mais ponderado,
Raza diz que o Brasil trai a sua história ao apoiar um
regime opressor que é contra a democracia. "Não acho
o Irã um bicho-papão, mas acho que a estrutura
O chefe da Divisão de Programas de
Promoção à Exportação do
Itamaraty, Rodrigo de Azevedo, que assinou o acordo com o EBDI,
rebate as críticas e diz que o Brasil não vai abrir
mão do direito soberano de negociar com quem quer que seja.
O governo, segundo ele, não está preocupado se o
acordo com o Irã vai afetar as relações com os
Estados Unidos. "Nosso ponto de vista é comercial,
não político. Além disso, há uma
demanda dos empresários brasileiros para negociar com o
Irã", garante Azevedo. A única concessão que o
Brasil admite fazer, segundo ele, é manter-se afinado com as
resoluções do Conselho de Segurança das
Nações Unidas em relação à
energia nuclear. O resto é comércio.
A Subdiretoria de Desenvolvimento e
Programas (SDDP), do Departamento de Ciência e Tecnologia
Aeroespacial (DCTA) da Aeronáutica recebeu esta semana, em
Brasília, a oferta inicial da empresa espanhola EADS-CASA
para a aquisição de quatro novas aeronaves de
transporte C-105 Amazonas e quatro SC-105, versão de busca e
resgate da referida aeronave. Os aviões serão
destinados a unidades de transporte que atual no Norte e
Centro-Oeste do país e ao Esquadrão Pelicano
(2º/10º GAV), sediado em Campo Grande (MS) e
especializado em operações de busca e salvamento.
A oferta inicial da empresa visa atender
aos requisitos do Comando da Aeronáutica expedidos por meio
de pedido de oferta (Request for Proposal – RFP) entregue
à empresa no último dia 15 de abril. A próxima
fase do processo de aquisição das novas aeronaves
será a avaliação inicial da oferta
apresentada, o que ocorrerá em julho. Uma equipe
multidisciplinar, composta por militares e civis de vários
setores da Aeronáutica, sob a coordenação da
Gerência do Projeto CL-X, avaliará os aspectos
técnico-operacionais, logísticos, comerciais,
industriais e de offset, entre outros elementos.
Ficha Técnica
Tipo:
cargueiro
militar tático
Motores:
- 2 motores turbo-hélices PW127G de 2.645 HP cada
Desempenho:
- velocidade máx. cruzeiro: 474 Km/h
- razão de subida:
- teto operacional: 27 mil pés (8.230 m)
Compartimento de carga:
57 m3
Alcance:
- com carga máxima: 1.455 Km
- com 4.000 Kg de carga: 4.969 Km
Dimensões:
- comprimento: 24,45 m
- envergadura: 25,81 m
- altura:
Capacidade:
- 73 soldados
- ou 48 pára-quedistas totalmente equipados
- ou 21 feridos e mais 3 assistentes médicos
- ou 9.250 Kg de carga útil
Operadores:
Brasil, Espanha, Turquia, Irlanda,Coréia do Sul e outros
A Lockheed Martin mostrou o seu
projeto de exoesqueleto Human Universal Load Carrier (HULC) para aumentar a
força de soldados e evitar cansaço prematuro.
O HULC está sendo desenvolvido
juntamente com a Berkeley BionicsTM. Em combate já levam cargas pesadas
diminuindo a agilidade e aumentando o desgaste.
O HULC possibilita que um
soldado leve 90kg de cargas sem esforço. O HULC transfere o peso das cargas
para a terra com baterias elétricas e um computador possibilita que o esqueleto
se moverá seguindo os movimentos do corpo.
O que ficamos a pensar é se parte de tais 90kg (ou mais em futuras versões) forem usadas para blindagem pessoal, teremos um soldado praticamente invulnerável.
É melhor acompanhar de perto. Trata-se de uma tecnologia que está sendo desenvolvida sem muito alarde, mas que se realmente funcionar, irá revolucionar a maneira pela qual concebemos a defesa.
O US Army comprou 28 mil miras
térmicas TWS II por US$ 2 bilhões para prover fuzil e metralhadoras com custo
médio de US$ 8.200 cada.
O novo padrão tem várias melhorias que ponderaram dados
das tropas como um modelo mais leve, fácil de usar e manter. O novo padrão é
1/3 mais leve no geral e usa baterias uniformizadas ao invés de baterias
especiais e difíceis de substituir. As novas baterias são capazes de serem
compradas em lojas como já feito no Iraque.
O TWS II virá em três tamanhos: leve para o M-16 com alcance de 550 metros, o
médio para metralhadoras com alcance de 1.100 metros e o pesado para
metralhadoras pesadas e lança-granadas com alcance de 2200 metros.
O US Army já utiliza 20 mil TWS
de modelos antigos e novos.
O UAV Avenger (Predator C) foi demonstrado
pela General Atomics em desenvolvimento com recursos próprios. O Avenger é um
UAV a jato com formas “stealth”, cauda em V e entrada de ar superior.
Estava
previsto o voo em 2006, mas foi adiado até 2008 e novamente para este ano. O
uso principal é para vigilância radar. A US Navy está interessada desde 2002,
mas não quer uma aeronave a hélice no convés.
O Avenger já foi projetado com
asas dobráveis e gancho de parada para poder atuar embarcado, além de facilitar
o armazenamento. O MQ-1 Predator B tem o custo de US$ 7 milhões e o MQ-9
Predator C deve custar o três vezes mais, mas ainda será metade do custo do
Global Hawk, com 85% do performance.
O trem de pouso é o mesmo do F-5. Os
sensores podem ser o radar SAR Lynx e sensores eletroóticos como o FLIR do
F-35. A propulsão será um turbofan Pratt & Whitney PW545B com as mesmas
armas do Predator B Reaper mantendo o papel Hunter/Kiiler.
O objetivo é ter uma
maior aptidão de sobrevivência em cenários de maior intensidade. Sendo a jato
terá maior velocidade de transito com melhor tempo de resposta.
O Avenger tem
20 metros de envergadura e chega a uma velocidade de 740 km/h e teto máximo de
60 mil pés. O transporte externo será feito em cenários de menor intensidade
podendo levar combustível extra internamente para 2 horas a mais somadas as 20
horas de autonomia.
O MQ-1 tem maior autonomia e o MQ-9 leva mais peso com o
Predator C sendo uma mistura das duas capacidades com resposta rápida.
O compartimento interno de armas pode levar
bombas GBU-38 de 227 kg. A carga total é estimada em 3 mil libras em armas e
sensores, incluido no compartimento interno de cerca de 10 pés de comprimento.
O USMC está analisando a
modificação de vários KC-130J de reabastecimento em vôo para ter capacidade
análoga ao AC-130 Spooky e Spectre da USAF como resulto da necessidade das
tropas no Afeganistão para de um maior poder de fogo.
O programa tem o nome de“Harverst Hawk”.
A aeronave receberá
equipamento modular de armas e sensores podendo ser um canhão Mk44 Bushmaster
II de 30 mm, mísseis AGM-114 Hellfire armados nas asas e armas de longo
alcance.
O USMC viu o a operação com sucesso dos AC-130 nos combates recentes,
mas não tem como comparar por custar o triplo do KC-130. O plano inicial são
para três kits e depois ter três kits roll-on/ roll-off por esquadrão criando
um "gunship instantâneo". Serão nove kits em 2011 e outros 12 em
2012. Os kits serão aperfeiçoados com o tempo.
A fase I seria a capacidade
básica com “pod” na seção traseira do tanque externo esquerdo, com os dados
indo para um container especial com consoles, mísseis “Hellfire” com lançador
na asa esquerda e um canhão “ATK Bushmaster” de 30mmm movido na porta.
O
candidato a sensor são os modelos “Lockheed Martin AN/AAQ-30 TSS” já usado no
AH-1Z e alguns AC-130 e no “L-3 Wescam MX-15D” (AN/AAQ-35). A Lockheed Martin
foi contrata por US$ 22 milhões para desenvolver o sistema de controle de tiro “roll-on,
roll-off” (modular) para instalar nos KC-130J.
A Boeing revelou o novo caça
F-15SE (Silent Eagle) para competir com o F-35 no mercado externo.
O F-15SE é
basicamente um F-15 com radar AESA, nova aviônica e fuselagem modificada com menor RCS. Os
tanques conformais (CFT) tem dois compartimentos internos de armas cada um com
dois pontos fixos, um na asa e um trapézio capaz de levar bombas JDAM de 454 kg
ou mísseis AMRAAM.
O CFT pode ser trocado em 2,5 horas e depois abrigar os
novos.Com o novo CFT o alcance diminui de 180 a 200 milhas em razão da menor
capacidade de combustível. A Boeing já tinha estudado um F-15 furtivo como
substituiçãoao F-22, sendo a novidade o
CFT com armas internas.
O RCS frontal pode ser baixado ao nível do F-35, deve
usar um bloqueador de radar nas entradas de ar, mas não deve ser vendido. As
novas capacidades podem ser utilizadas em aeronaves já operacionais, custando
bem menos. A porta superior abre com um trilho para AMRAAM ou AIM-9X ou bombas
de 227 kg.
Todos podem levar dois SDB cada. A cauda foi inclinada em 15 graus
para fora para diminuir a necessidade de
lastro e diminuir o RCS. A assinatura frontal foi reduzida com a adição de cobertura
absorvente de radar.
A Boeing confirma que o RCS não ajuda contra radares em
terra. A assinatura térmica também não foi diminuída. A BAE Systems participa
com o Digital Electronic Warfare System (DEWS) de guerra eletrônica. A aeronave
pode ser alterada para padrão não
furtivo trocando o CFT levando armas externas e maior capacidade de
combustível.
O projeto foi oferecido a Israel, Japão, Cingapura, Arábia Saudita
e Coréia do Sul. A Boeing espera vender 190 unidades. O custo é avaliado em
US$100 milhões incluindo apoio logístico e treinamento. Os testes de voo foram
planejados para 2010 incluindo disparo real de armas.
A Mectron e a Britanite IBQ
Defence Systems demonstraram um novo concepção de kit de bomba dirigida chamado
Acauan (falcão) ou SMKB (Smart Kit Bomb) desenvolvido junto com o CTA. O kit
usa guiamento por INS apoiado por navegação por satélite. O receptor de
satélite é compatível com o GPS americano, Glonass russo ou o Galileo europeu.
A Britanite é responsável pela
cabeça de guerra, kit de cauda e sistema de planejamento missão. Uma vantagem do
novo kit é a facilidade de integração, particularmente em aeronaves pouco
sofisticadas, pois não precisa conexão de “databus” para controle ou designação
de alvos. As empresas criaram um sistema sem fio portátil com criptografia que
pode programar as coordenadas do alvo em terra ou no ar ou modos de operação.
Assim o kit pode ser conectado em qualquer aeronave sem apoio do fabricante do avião.
O CEP é tido como 6 metros (se
não for interferido) e bem melhor que modos de lançamento CCRP. As empresas não
disseram se estudam acrescentar outros kits de guiamento como laser, TV ou
infravermelho.
A energia da bomba é gerada por
uma pequena hélice no nariz da bomba não precisando de energia da aeronave. O
kit virá em versões para ser instalado nos modelos Mk82 ou Mk83. A SMKB/Acauan pode ser disparada
a uma altura de até 10 mil metros com alcance de 16 km a 24km. As empresas não especulam
um kit para a bomba Mk84 por ser considerada potente para "ataques
cirúrgicos" (embora vários alvos importantes necessitarem de armas até
mais possantes) e também não citam se será usada em bombas penetradoras BPEN.
Um kit de asas está sendo desenvolvido para ampliar o alcance para 35-40 km. A
primeira entrega é esperada para 2010, e as empresas citam que já foi comercializada
para outro país da América do Sul e pelo menos quatro do oriente médio.