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Tuesday, 20 May 2008 |
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Não é mais conversa de
corredor de caserna. Na quinta-feira passada o comandante da
Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito, assinou um documento
simples, mas muito especial para a incipiente indústria de
defesa do País. Na prática, o documento enterrou o
Projeto FX-2, herdado do governo Fernando Henrique Cardoso
(1995-2002), e deu o pontapé inicial para que o Brasil
produza, em aliança com a indústria de uma
potência militar e à custa de muita
transferência de tecnologia, um caça de quarta
geração para a Força Aérea Brasileira
(FAB). Franceses, russos e indianos negociam freneticamente no
bastidor, cada um com sua idéia de parceria, para fechar um
acordo com o Brasil (leia abaixo).
Até meados de 2007, com um
orçamento de US$ 2,2 bilhões, a Aeronáutica
estava autorizada a tirar da gaveta, a partir de janeiro passado, a
compra de 36 caças para conter a precariedade a que chegou a
FAB, com 37% da frota de 719 aviões sem
condições de voar - esse era o projeto FX-2, que
ampliava a proposta original, do governo FHC, que previa gastos de
US$ 700 milhões.
De janeiro para cá, com a
avaliação dos produtos disponíveis e dos
preços das propostas dos fornecedores internacionais -
norte-americanos, franceses, suecos, ingleses, russos,
alemães e espanhóis -, além da decisão
de implantar uma política industrial de defesa, o governo
evoluiu para o projeto de construir um caça sob encomenda e
adaptado às necessidades da FAB. Os caças
mortíferos de quarta e quinta gerações
disponíveis no mercado têm uma
combinação indigesta: barreiras para a
transferência de tecnologia, preços
estratosféricos e performance marcadamente de ataque - o que
passaria uma mensagem de ameaça aos vizinhos sul-americanos
se o Brasil tivesse dinheiro para comprar, por exemplo, o
F-22/Raptor, um caça “made in USA” com
preço unitário que, dependendo da tecnologia
agregada, pode variar entre US$ 130 milhões e US$ 240
milhões.
Na avaliação da Defesa e do
comando da Aeronáutica, os caças à venda de
múltiplas funções -
interceptação, defesa e ataque - têm
preço aceitável e permitem uma aliança
estratégica em matéria de transferência de
tecnologia. “Nesse caso,em vez de comprar lá fora,
decidimos gastar os US$ 2 bilhões do projeto FX-2 para
revitalizar o que já temos e investir no projeto de
construção de um caça brasileiro”, disse
ao Estado o ministro da Defesa, Nelson Jobim.
O primeiro movimento institucional, diante
da nova diretriz do Ministério da Defesa, foi feito no
início deste ano. A segunda decisão foi tomada na
semana passada. “Em janeiro, a Aeronáutica baixou uma
diretriz para o Estado-Maior pedindo uma análise dos passos
a dar para conceber um caça de uma nova
geração. Na quarta-feira, o Estado-Maior entregou o
estudo, eu coloquei uns requisitos, e ontem (quinta-feira) assinei
o documento”, relatou o brigadeiro Saito ao Estado, na
sexta-feira. Segundo o comandante, “agora vai ser criada uma
comissão especial para definir, ao longo de um ano de
trabalho, o que seria um caça para a FAB,
características, performance, armas etc”.
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Tuesday, 20 May 2008 |
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Sem acerto, mercado de satélites
fica restrito para foguete ucraniano-brasileiro. À frente da
binacional em parceria com a Ucrânia, ex-ministro diz que
primeiro lançamento será feito desde base no
Maranhão em 2010
Depois de frustrar um acordo de
salvaguardas tecnológicas com os Estados Unidos para uso do
Centro de Lançamento de Alcântara (MA), o Brasil
tentará uma nova negociação para poder ter
satélites americanos como clientes do Cyclone-4, o foguete
ucraniano que deve ser lançado pela primeira vez no segundo
semestre de 2010, numa parceria com brasileiros.
O acordo original foi vetado em 2003 pelo
Congresso Nacional, que acreditava que ele violaria a soberania do
Brasil. As salvaguardas incluíam concessão de
áreas sob controle direto e exclusivo dos EUA e
licença para inspeções americanas sem
prévio aviso ao Brasil.
Sem um acordo, porém, a ACS
(Alcântara Cyclone Space), a nova empresa binacional
Brasil-Ucrânia, pode perder clientes. "Vamos rediscutir com
os EUA. Eles são um mercado importante e nós
não vamos abrir mão", disse Roberto Amaral,
diretor-geral da ACS.
Quando foi ministro da Ciência e
Tecnologia, no início do governo Lula, porém, Amaral
era contra o acordo de salvaguardas com os EUA. "Eu me opus como
ministro contra o modelo de associação", disse.
Segundo ele, a situação mudou. "Essa questão
[da soberania] se colocava porque era uma "joint venture". Agora,
não. Agora é mercado", disse.
O acordo original foi derrubado não
apenas por conta da oposição de deputados à
concessão de áreas exclusivas aos EUA. O documento
previa também que o Brasil não poderia aplicar no seu
próprio programa espacial os recursos obtidos com o
"aluguel" de Alcântara aos norte-americanos.
A ACS diz que espera conseguir 30% do
mercado potencial de lançamentos no mundo, o que equivale a
US$ 14 bilhões para o período de 2007 a 2016. O
primeiro satélite a ser lançado pelo Cyclone-4
deverá ser japonês -o Nano-Jasmine, desenvolvido pela
Universidade de Tóquio e que terá o objetivo de fazer
um mapeamento em três dimensões das
posições e velocidades das estrelas.
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Tuesday, 06 May 2008 |
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Para que se entenda o significado do título desta gravíssima matéria, torna-se necessário esclarecer dois pontos. Primeiro: Tupi – o mega-campo de petróleo e gás natural descoberto na bacia de Santos. Segundo: “Mãe do PAC” é a Ministra Dilma Rousseff – que insiste em se omitir a respeito de atos lesivos ao interesse público praticados na área sob seu comando. Primeiro: Tupi – o mega-campo de petróleo e gás natural descoberto na bacia de Santos – aqui representa o problema que o Brasil encontrará nas oportunidades em que (como em Tupi) houver a necessidade de mudar o estado físico do gás natural, de gasoso para líquido, com o objetivo de viabilizar a sua exploração. Tal problema, a liquefação do gás natural, não é um problema técnico; é um grande problema legal, decorrente de uma espúria sociedade feita pela Petrobrás com a White Martins para produzir e comercializar Gás Natural Liquefeito (GNL). |
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Last Updated ( Wednesday, 07 May 2008 )
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Saturday, 19 April 2008 |
Resumo: O uso da Polícia Federal na reserva Raposa/Serra do
Sol revela uma preocupação seletiva do ministro da
Justiça com os " direitos" dos índios, a qual
não se estende aos direitos de empresas e dos
empresários agrícolas, os quais produzem as riquezas
que o governo distribui com tanta generosidade.
A população brasileira assistiu preocupada na semana
passada ao envio de 500 policiais federais para retirar da reserva
Raposa/Serra do Sol a população
não-indígena que se encontra na região,
especialmente os arrozeiros , que há muitos anos lá
estão produzindo a maior parte do arroz que abastece o norte
do País e que se mostravam dispostos a resistir por todos os
meios ao despejo. |
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Saturday, 19 April 2008 |
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Em outubro de 1991, o líder supremo da China, Deng Xiaoping,
foi assistir ao teste de vôo do caça Jian-9, em
Sichuan. Depois de assistir à decolagem, Deng disse que as
então recentes mudanças no Leste Europeu eram devidas
a problemas econômicos. "O fundamental era que a economia
[soviética] estava em más condições
há muito tempo...". Já a China, disse Deng, tinha
resolvido seu problema econômico. A República Popular
estava crescendo e também sua capacidade de construir
armamentos avançados. Em pouco tempo a China teria
capacidade de construir uma poderosa força aérea. |
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Saturday, 19 April 2008 |
"Em seminário realizado no Clube Militar, o Gen. Augusto Heleno Ribeiro Pereira, Comandante Militar da Amazônia, um dos palestrantes, teceu considerações sobre a atual política brasileira em relação à população indígena. Sua enfática explanação em nenhum momento feriu a disciplina e a hierarquia. O que vimos foi a palavra de um Chefe Militar sobre um assunto de sua inteira competência e responsabilidade. Sua afirmação de que o Exército não serve a governos e sim ao Estado está respaldada no que prevê o Art. 142 da Constitução Federal ao definir as Forças Armadas como instituições nacionais permanentes. A política indigenista, todos sabem, esta longe de ser consensual, inclusive dentro do governo Lula. Há décadas que se discute se nossos índios devem ser integrados à sociedade brasileira ou se devem ser segregados. A escolha oficial, hoje, é pela segregação. Tal política não pode ser considerada sequer como deste governo, uma vez que vem sendo adotada já há algum tempo. A observação do Gen. Heleno foi fruto da angústia de alguém que observa no próprio local a situação afilitiva de algumas comunidades com sérios problemas de saúde e sem atendimento a outras necessidades básicas; da angústia de quem vê, la na ponta da linha onde poucos gostam de ir, brasileiros passando privações sem nenhum apoio do Estado. É estranho o Presidente da República pedir explicações sobre o caso. Não me consta que tenha adotado o mesmo procedimento quando ministros do seu partido contestam publicamente a política econômica do governo. Aliás, uma das poucas coisas que se vê funcionando coerentemente nessa época em que voltadas para produzir impacto em palanque são mais importantes do que a ética e a moralidade na condução das ações políticas." Gen. Ex. Gilberto Barbosa de Figueiredo Presidente do Clube Militar |
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Last Updated ( Saturday, 19 April 2008 )
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Saturday, 19 April 2008 |
Considerado um dos principais adversários da
demarcação contínua da reserva indígena
Raposa Serra do Sol, em Roraima, o comandante militar da
Amazônia, general Augusto Heleno Ribeiro Pereira, pediu ontem
mudanças na política indigenista brasileira, que
classificou de “lamentável” e
“caótica”. Em palestra no Clube Militar, no
centro do Rio, o general, vestindo uniforme de combate camuflado,
apontou, para uma platéia de cerca de 600 pessoas - entre
elas, militares da ativa -, a questão indígena como
uma das “ameaças internas” à soberania
brasileira na Amazônia. Também criticou o que chamou
de “esquerda escocesa”, que, disse, resolve os
problemas brasileiros com uísque, e encerrou com o grito de
guerra das unidades da área: “Selva!”
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Saturday, 19 April 2008 |
O subsecretário do Conselho da Segurança da
Federação da Rússia, Vladimir Nazarov,
manifestou, na terça-feira (15Abr08), em reunião com
o ministro da Defesa do Brasil, Nelson Jobim, a
disposição de seu país em discutir projetos
que envolvam transferência de tecnologias em diversas
áreas de Defesa e espacial. “Temos proposta inclusive
para negociar tecnologias de uso dual”, afirmou. Pela
manhã, o líder da comitiva Russa assinou com o
ministro Extraordinário de Assuntos Estratégicos,
Mangabeira Unger, um memorando de entendimento para iniciar as
conversas sobre projetos comuns.
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Wednesday, 16 April 2008 |
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O Brasil vai participar do programa de desenvolvimento de um
avançado avião de combate, o PAK-FA T-50, que
será fabricado pela empresa russa Sukhoi. O aparelho,
invisível ao radar, promete desempenho igual ou superior ao
caça F-22 Raptor, fabricado pelos Estados Unidos (o mais
caro do mundo, ao custo unitário de US$ 225 milhões),
e deve fazer seu primeiro vôo em, no máximo, dois
anos. A construção da nova aeronave é apenas
parte de um amplo memorando de entendimento, negociado em Moscou em
fevereiro e assinado ontem pelo ministro de Assuntos
Estratégicos, Mangabeira Unger, e pelo secretário do
Conselho de Segurança da Federação Russa,
Valentin Alekseevitch. O acordo-quadro lança uma ampla
cooperação entre os dois países, inclusive de
tecnologias consideradas sensíveis. Na área espacial,
estão previstas a construção de um novo
veículo lançador e de satélites de
comunicação e sensoriamento remoto. O uso da Base
Aeroespacial de Alcântara por uma nova empresa binacional
também será contemplado pelo tratado. Ao falar do
PAK-FA, Mangabeira destacou que “será um caça
de quinta geração”. O custo total previsto
é de cerca de US$ 20 bilhões, a ser dividido em cotas
entre Rússia, Brasil e Índia, que também
participa do programa. O preço unitário, mais baixo
que o dos caças europeus de quarta geração,
ficará emUS$ 80 milhões, aproximadamente. |
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Wednesday, 16 April 2008 |
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MOSCOU. O governo brasileiro ainda vai ter que convencer os russos:
a missão liderada pelos ministros da Defesa, Nelson Jobim, e
de Assuntos Estratégicos, Mangabeira Unger, não
é uma viagem de compras. O país só vai
adquirir novos equipamentos se no pacote vierem junto troca de
tecnologia, investimentos em projetos binacionais ou joint-ventures
que signifiquem o desenvolvimento do parque tecnológico
brasileiro. Pelo menos no primeiro contato com as empresas estatais
russas neste fim de semana, em São Petersburgo, segunda
maior cidade do país, isso não parecia ser exatamente
a expectativa da Rússia. As duas estatais que receberam a
comitiva brasileira agiram como se estivessem vendendo seus
equipamentos e não demonstraram flexibilidade para atender
às demandas do país. Mas devem consultar o governo
nos próximos dias. Para Jobim, ainda não existe uma
decisão política por parte dos russos, como aconteceu
com os franceses na semana passada. - O presidente Sarkozy falou
com as companhias que queria que os programas envolvessem parcerias
com troca de todas as tecnologias - disse. Ontem, a missão
brasileira foi recebida pela fabricante de helicópteros
estatal Spark, onde assistiu a simulações com o
modelo de transporte MI-171 para 36 pessoas. - A conversa foi
conduzida como se estivéssemos comprando. Isso não
é uma viagem de compras, mas para criar parcerias. Queremos
a transferência de tecnologia. Não vamos comprar algo
para dar manutenção em outro lugar depois. Estamos
pensando no desenvolvimento do país, do nosso parque
tecnológico - disse Jobim, lembrando que a empresa russa tem
um centro de manutenção em Vera Cruz, no
México. Durante a visita à fabricante de submarinos
Rubin, conhecida pelo nome Escritório Central de Engenharia
Marítima, o governo deixou claro que só queria a
transferência de tecnologia para casco e partes não
nucleares, uma vez que já dispõe da tecnologia do
ciclo de combustível nuclear. Embora a fábrica russa
produza submarinos de ataque (com armas nucleares), o Brasil
está interessado num modelo de defesa, ou seja, sem este
tipo de armamento. Neste primeiro contato, a resposta foi que os
russos pretendem vender o modelo completo e não estão
interessados em parceria. |
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Friday, 21 March 2008 |
O ministro da Defesa, Nelson Jobim, descartou ontem a compra de
equipamentos militares dos Estados Unidos, principalmente os
aviões de caça F-35 Joint Strike Fighter, da
fábrica Lockheed Martlin, alegando que o país veta a
transferência de tecnologia e o custo/benefício
não interessa ao Brasil. Cada exemplar custa de US$ 50
milhões a US$ 60 milhões. |
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Friday, 21 March 2008 |
Desde o fim de fevereiro, cartazes coloridos nas ruas do centro de
Assunção convidam os paraguaios a participar de um
referendo nacional em 20 de abril, no qual poderão votar a
favor de seu país ou a favor do Brasil. O dia, na verdade,
é o das eleições gerais na qual serão
escolhidos presidente, senadores, deputados e governadores. Mas
para a campanha do líder nas pesquisas, o ex-bispo
católico Fernando Lugo, aquela será uma data
imperdível para os paraguaios escolherem entre candidatos
que, como diz a propaganda, vão deixar "Itaipu todo para o
Brasil" ou candidatos que vão reclamar "Itaipu, o justo para
o Paraguai". Nos cartazes, a foto de Lugo aparece na segunda
opção. As de seus rivais, na primeira. |
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