06 de dezembro de 2009

Operação Poraquê

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20 de agosto de 2008

No período de 04 a 15 de agosto, o Ministério da Defesa realizou um exercício combinado na Região Amazônica denominado Operação Poraquê.

Cerca de 5.300 militares da Marinha, do Exército e da Força Aérea participaram da operação nos municípios de Manaus, Presidente Figueiredo, Velho Airão, Barcelos, Novo Airão e São Gabriel da Cachoeira, no Estado do Amazonas, e Caracaraí e Rorainópolis, no Estado de Roraima. A Operação é um simulação de uma guerra convencional

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Confira os objetivos da Operação Poraquê:

- treinar os Comandos e Estados-Maiores no planejamento, comando, controle e execução de Operações Combinadas, em um cenário de conflito armado convencional no ambiente amazônico;

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- realizar o treinamento combinado, nos níveis operacional e tático, em situações específicas, visando à operação integrada das forças naval, terrestre e aérea;

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- efetivar ações que envolvam o combate convencional em área de selva, tais como: operações ribeirinhas, aeromóveis e aeroterrestres, controle de área ribeirinha, patrulha em águas jurisdicionais do país, coordenação do espaço aéreo e interdição do apoio externo.

 

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Durante a Operação Poraquê, foram realizadas Ações Cívico-Sociais (ACISO), para contribuir com a intensificação da presença do Estado e das Forças Armadas na área de operações do exercício (Calha do Rio Negro, localidades de Balbina, Novo Airão, Jundiá e áreas adjacentes). As ACISO incluirão atendimentos médico-odontológicos realizados pelos Navios-Hospitais da Marinha (Navio de Assistência Hospitalar “Oswaldo Cruz”e Navio de Assistência Hospitalar “Dr. Montenegro”), por militares dos Corpos de Saúde do Exército e da Força Aérea Brasileira, com o apoio da estrutura de saúde do estado do Amazonas e dos municípios da área da Operação, além de atividades cívicas junto as escolas da região e de cidadania junto a população.

A Operação Poraquê conta com a participação da PETROBRÁS e da MANAUS ENERGIA, empresas que atuam como parceiras das Forças Armadas nessa operação.

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CIBERGUERRA

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20 de agosto de 2008

No recente confronto entre a Rússia e a Geórgia, ataques à internet precederam os bombardeiosO conflito entre Geórgia e Rússia não só abalou o leste da Europa nas últimas semanas, como também inaugurou um novo tipo de embate: a guerra no ciberespaço. Semanas antes de os primeiros tiros serem disparados, um ataque contra a infra-estrutura de internet da Geórgia já estava ocorrendo. Especialistas em segurança dos Estados Unidos dizem que, por volta de 20 de julho, houve o bloqueio de milhões de pedidos simultâneos de conexão (D.D.O.S, na sigla em inglês), que sobrecarregaram os servidores do país.

Embora o governo da Geórgia tenha culpado a Rússia pelas investidas, a autoria dos ciberataques ainda não está totalmente clara.

– Os russos poderiam bombardear alvos mais estratégicos e eliminar a estrutura física da internet georgiana. A natureza do que ocorreu ainda não está definida – pondera Gadi Evron, especialista em segurança de rede que já ajudou a evitar um ataque à infra-estrutura de internet da Estônia.

Pesquisadores do Shadowserver, um grupo voluntário que monitora atividades maliciosas na rede, informam que o site do presidente da Geórgia, Mikhail Saakashvili, ficou fora do ar durante 24 horas por múltiplos ataques do tipo D. D. O. S. em julho. Esse episódio pode ter sido apenas um ensaio para a ciberguerra que coincidiu com o bombardeio russo à Geórgia, duas semanas atrás.

Conforme especialistas, esta foi a primeira vez, mas provavelmente não será a última, que um ciberataque coincidiu com um conflito armado. Bill Woodcock, diretor de pesquisa da Packet Clearing House, um organização sem fins lucrativos que acompanha o tráfego na web, afirma que ataques via internet são tão baratos e deixam tão poucos rastros que certamente farão parte das futuras estratégias de guerra.

– Custa cerca de US$ 0,04 por máquina. Fazer uma ciberguerra equivale a encher o tanque de gasolina de um carro – compara Woodcock.

O ataque contra a Geórgia se espalhou por computadores do governo logo após as tropas russas invadirem a província da Ossétia do Sul, em 8 de agosto. Empresas de telecomunicação, transportes e órgãos de imprensa foram afetados, dizem os pesquisadores. As investidas foram comandadas de um servidor baseado em uma empresa de telecomunicações em Moscou, na Rússia. No entanto, os ataques ocorridos em julho partiram de um computador instalado nos Estados Unidos, que depois foi desativado.

Conforme a Sophos, um empresa de segurança digital britânica, o site do Banco Nacional da Geórgia foi desfigurado. Imagens de Adolf Hitler foram colocadas na página juntamente com fotos do presidente Saakashvili.

A tática de ataques para tornar um site inacessível começaram em 2001 e foi sendo aprimorada desde então em termos de poder e sofisticação. Normalmente, essas investidas são executadas por centenas ou milhares de computadores pessoais controlados remotamente, tornando quase impossível determinar a autoria da ação.

Para se ligar ao resto do mundo via internet, a Geórgia depende de conexões através da Turquia e da Rússia. Na tentativa diminuir essa dependência, com ajuda dos Estados Unidos, o país está construindo uma rede de 1,4 mil quilômetros de fibra óptica sob o Mar Negro, interligando a cidade portuária de Poti a Varna, na Bulgária. A previsão é de que a estrutura fique pronta no próximo mês.

por JOHN MARKOFF - The New York Times

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Bush, porque nao te calas? (Guerra na Osetia)

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12 de agosto de 2008

por Timothy BANCROFT-HINCHEY



Usando as palavras do ilustre Rei da Espanha no seu reflexo idiota e prepotente numa Cimeira com Hugo Chavez, vamos endereçá-las a outro imbecil. Presidente George W. Bush, por quê não te calas?

Presidente Bush,

Por quê não te calas? No seu discurso na segunda-feira relativamente às acções legítimas da Federação Russa na Geórgia, nem sequer referiu uma única vez aos crimes de guerra perpetrados pelas forças militares da Geórgia, apoiadas pelos Estados Unidos da América e seus conselheiros, contra os civis russos e ossétios. Acha bem isso?

Presidente Bush,

Por quê não te calas? Seu aliado fiel, Mikhail Saakashvili, anunciava um cessar-fogo enquanto suas tropas, com seus conselheiros, juntavam-se na fronteira com Ossétia Sul, que atravessaram sob o manto da noite e a seguir destruíram Tskhinvali, escolhendo como alvos militares estruturas civis, tal como suas forças militares fizeram no Iraque. Tem orgulho disso?

Presidente Bush,

Por quê não te calas? As forças militares do seu aliado, Geórgia, apoiadas pelos seus conselheiros norte-americanos, enquanto numa missão de manutenção de paz, foram instruídos a abrirem fogo contra os elementos russos da equipa de manutenção de paz. Isso teve seu aval?

Presidente Bush,

Por quê não te calas? Seus aviões norte-americanos deram boleia a milhares de soldados georgianos do Iraque directamente para a zona do conflito. Será que seus rapazes deram-lhes palmadas nas costas e desejaram-lhes boa sorte também?

Presidente Bush,

Por quê não te calas? Como explica o facto que entre os milhares de soldados georgianos, treinados pelas suas forças, se encontravam numerosos oficiais a darem ordens em inglês norte-americano? Como explica os relatórios sobre soldados norte-americanos entre os mortos? Estranho, n’é?

Presidente Bush,

Por quê não te calas? Achas que alguém dá qualquer importância às suas palavras depois de oito anos do seu regime criminoso e políticas assassinas? Acha que tem algum direito moral de opinar sobre o que fosse? Acha que há um único ser humano neste planeta que não levanta o dedo médio cada vez que sua cara aparece no ecrã da TV? Por quê será? Interessante, não acha?

Presidente Bush,

Por quê não te calas? Achas que tem algum direito de dar conselhos ou largar sentenças depois de Abu Ghraib? Depois de Guantanamo? Depois do massacre de centenas de milhares de civis no Iraque? Depois dos actos de tortura pela CIA? Difícil de conciliar, pois não?

Presidente Bush,

Por quê não te calas? E se a Rússia declarasse que a Geórgia tinha armas de destruição massiva? E que sabia onde estas armas estavam, nomeadamente em Tblissi, Poti e nos arredores? E que sabiam que era verdade porque havia “informações magníficas dos serviços especiais estrangeiros” tais como fotografias de fábricas de leite em pó e cereais para bebés (hoje uma criança, amanhã um terrorista, não é?) que produzem armas químicas que “estão a ser transportadas pelo país fora em veículos”? E se a Rússia declarasse que Saakashvili “enganou o mundo” e que são horas para “uma mudança do regime”?

Simples, não é, “senhor” Presidente? Pois, é seu mundinho, hipócrita, assassino, criminoso e satânico, criado por si e seu regime, que será um belo epitáfio na sua curta carreira na política internacional.

Por isso, por quê não te calas? Ah! E já agora, envie mais alguns conselheiros militares para a Geórgia, estão a faz um belíssimo trabalho por lá, sabes?

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Tropas russas entram em conflito com a Geórgia

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08 de agosto de 2008

Tropas e tanques russos entraram nesta sexta-feira, 8, na região separatista de Ossétia do Sul, na Geórgia, em defesa da província. O primeiro-ministro russo Vladimir V. Putin declarou que "a guerra começou", enquanto o presidente georgiano Mikheil Saakashvili acusava Moscou de uma "invasão bem planejada", segundo o jornal The New York Times. As informações sobre o conflito eram contraditórias, e não era possível determinar se forças russas ou georgianas detinham o controle da capital de Ossétia do Sul, Tskhinvali.

Na madrugada desta sexta-feira, o governo da Geórgia lançou uma grande operação militar contra a província separatista da Ossétia do Sul, que faz fronteira com a Rússia, para retomar o controle da província rebelde estreitamente identificada com Moscou.

A ação provocou a retaliação russa, que enviou 150 tanques e tropas para a região. Testemunhas afirmam que a cidade está devastada. A Geórgia é um grande aliado dos EUA e atualmente tem cerca de 2 mil soldados no Iraque, mas metade deles deve voltar ao país por causa dos conflitos ainda neste sábado. O país teria pedido a ajuda dos EUA com aviões para trazer de volta suas tropas do Iraque, informou uma fonte militar americana.

Segundo Saakashvili, 30 pessoas morreram no ataque russo. "As forças armadas russas estão bombardeando Tskhinvali com tanques e aviões," disse Shota Utiashvili, porta-voz do Ministério de Interior da Geórgia. "Nós perdemos o controle de partes da cidade", acrescentou.

Por sua vez, o presidente da região separatista, Eduard Kokoity, informou que cerca de 1.400 pessoas morreram devido à "agressão georgiana". "Nós vamos checar esses números, mas eles estão por volta disso. Nós temos essa informação com base nos relatos de parentes", disse, segundo a agência Interfax.

O presidente russo, Dmitri Medvedev, afirmou que não permitirá a "morte impune" de cidadãos russos e advertiu que os culpados serão castigados, durante uma reunião do Conselho de Segurança da Rússia.

"Não permitiremos a morte impune de nossos compatriotas. Os culpados receberão o merecido castigo", advertiu.

Em entrevista à CNN, Saakashvili condenou as ações russas. "Estamos nessa situação de legítima defesa contra um vizinho grande e poderoso. Somos um país com menos de 5 milhões de pessoas e, certamente, nossas forças são incomparáveis (com as da Rússia)", disse o presidente.

Saakashvili também afirmou que é do interesse dos Estados Unidos ajudar a Geórgia. "Não é mais sobre a Geórgia. É sobre a América, são valores", disse ele. "Somos uma nação que ama a liberdade e que agora está sob ataque."

Fugindo dos confrontos, cerca de 140 ônibus levando refugiados de Ossétia do Sul chegaram à região russa de Ossétia do Norte nesta sexta-feira, informou a Interfax, citando um porta-voz do governo local. Mais refugiados devem chegar no sábado.

Os conflitos fizeram com que o presidente da Geórgia declarasse lei marcial no país. "A Rússia bombardeou um porto em Poti (no Mar Negro) e uma base militar em Senaki. Acreditamos que a Rússia começou a atacar infra-estrutura civil e econômica", afirmou o secretário do Conselho de Segurança da Geórgia.

Repercussão

Os Estados Unidos pediram um cessar-fogo imediato no conflito. A secretária de Estado dos EUA, Condoleezza Rice, conversou com representantes das partes envolvidas e está trabalhando para encerrar o impasse, disse Gonzalo Gallegos, porta-voz da chancelaria americana. "Nós apoiamos a integridade territorial da Geórgia", continuou o porta-voz. "Estamos trabalhando nos esforços de mediação para garantir um cessar-fogo."

Rice pediu que a Rússia "respeite a integridade territorial da Geórgia e retire suas tropas do solo georgiano", em um comunicado divulgado pelo Departamento de Estado.

Gallegos informou também que os EUA enviariam ainda nesta sexta-feira um emissário à região para discutir a situação com as partes em conflito e buscar o encerramento das hostilidades. A França, que ocupa a presidência rotativa da União Européia, também deve mandar uma delegação à região, em conjunto com a iniciativa americana, segundo uma fonte diplomática em Washington.

O Pentágono disse que está monitorando os acontecimentos na Geórgia, mas não recebeu um pedido de assistência das autoridades georgianas desde que as forças russas adentraram o país. "Estamos monitorando (a situação) de perto", disse a repórteres Bryan Whitman, porta-voz do Departamento de Defesa dos Estados Unidos. "Tivemos algum contato com as autoridades georgianas", acrescentou Whitman. Perguntado se houve um pedido de ajuda, ele respondeu que "não."

ONU

O Conselho de Segurança (CS) da Organização das Nações Unidas (ONU) realizou nesta sexta-feira uma reunião de emergência para discutir a escalada do conflito na província separatista georgiana da Ossétia do Sul. O encontro, no entanto, terminou sem acordo, informou a agência France Presse. "As negociações continuam, não terminaram. Continuaremos amanhã", disse o atual presidente do CS, o embaixador belga Jan Grauls, após quatro horas de discussões.

Mais tensões

A ofensiva do Exército georgiano na Ossétia do Sul levou outra região separatista, a Abkházia, a posicionar tropas na fronteira com a Geórgia.

"Mobilizamos nossas Forças Armadas, parte das quais avança em direção à fronteira georgiana, onde tomará posições independentemente de como a situação na Ossétia do Sul evoluir", disse à televisão russa o presidente da autoproclamada República da Abkházia, Sergei Bagapsh.

"O que ocorre hoje na Ossétia do Sul pode acontecer amanhã na Abkházia. Assim não podemos continuar", disse o líder separatista sobre a mobilização militar.

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Nova corveta Barroso será incorporada

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07 de agosto de 2008

A Marinha incorpora à frota naval, no dia 19, a corveta Barroso, um moderno navio de combate, armado com canhões, torpedos e mísseis. Leva também um helicóptero Lynx. Ela levou 14 anos para ser construída, no Rio: quando a quilha foi batida, em 12 de dezembro de 1994, dando início ao processo, o presidente da República era Itamar Franco. Os cortes de verbas e os contingenciamentos do Orçamento adiaram a conclusão - prevista, na época, para meados de 1999 - por um longo período de 108 meses.

O custo final anda pela casa dos US$ 263 milhões - valor internacional de mercado do navio. O dinheiro voltou ao projeto apenas a partir de 2005.

A V-34 Barroso acabou sendo beneficiada pela demora e virou uma nova classe. Manteve o mesmo conceito de emprego - a escolta, o reconhecimento e a intervenção rápida - da série que serve de base, a Inhaúma (a Marinha dispõe de quatro unidades), mas recebeu novos sistemas, como dois canhões Vickers e Bofors de acionamento eletrônico, um convés de vôo maior e reparos para mísseis Exocet antinavio, com alcance de 70 quilômetros.

O navio tem 103,4 metros e desloca 2.400 toneladas. A tripulação é de 150 militares. Velocidade de 30 nós, ou cerca de 60 km/hora, com autonomia máxima de 30 dias no mar. Os testes finais de recebimento foram iniciados em 17 de abril, abrangendo a fase de amaciamento dos poderosos motores diesel associados a turbinas a gás, totalizando 41.800hp de potência, e dos conjuntos operacionais. "A corveta Barroso é bonita e avançada, mas não é exemplar da última geração tecnológica; dificilmente serão contratadas outras desse mesmo tipo", analisa o engenheiro naval Gustavo Camargo, da divisão militar do estaleiro espanhol Navantia.

PATRULHA

Na festa da entrega, o comandante da Marinha, almirante Júlio de Moura Neto, e o ministro da Defesa, Nelson Jobim, vão confirmar o programa de construção no Brasil de 27 navios leves de patrulha, "o melhor meio de a Força estar mais perto das plataformas de petróleo", de acordo com Moura Neto. São embarcações de 500 toneladas, armadas com dois canhões. As duas primeiras foram encomendadas no Ceará, ao estaleiro Inace. Vão custar, ambas, R$ 88 milhões. Uma licitação envolvendo outras quatro foi aberta há um mês. A tecnologia original é da empresa Constructions Mécaniques de Normandie-CMN, da França. Os direitos foram comprados por US$ 20,2 milhões. "Não é nada que o Arsenal não pudesse fazer sozinho, no Rio, mas com a aquisição ganhamos tempo", justificou o então comandante da Marinha, almirante Roberto de Carvalho. Os patrulhas medem 54,20 metros. Têm autonomia de 4.500 quilômetros. Os 27 tripulantes contam com sistemas digitais que permitem atuar, em combate, de forma integrada com outros navios e aviões.

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Maior plataforma da Petrobras deve operar em 2009

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29 de julho de 2008

RIO - A maior plataforma fixa de petróleo e gás do Brasil - com altura equivalente a um prédio de 70 andares - está em fase de conclusão e chama a atenção de quem atravessa a ponte Rio-Niterói, no Estado do Rio de Janeiro. A unidade está sendo construída nos três canteiros de obras do estaleiro Mauá, em Niterói, e mesmo deitada, como está sendo armada, ultrapassa a altura da ponte naquele local. De pé, como será instalada no campo, terá 230 metros de altura, quase três vezes o tamanho do edifício sede da Petrobras no Rio, que tem 24 andares.

Prevista para operar nos primeiros três meses de 2009, a plataforma PMXL-1 será destinada ao campo de Mexilhão, localizado na região produtora de gás da Bacia de Santos, litoral norte do Estado de São Paulo. Somente a plataforma teve custo estimado em US$ 1,19 bilhão, mas a infra-estrutura para sua instalação - considerando os dutos que ligarão a unidade à costa e também a outros campos - deve chegar a US$ 3 bilhões. A Petrobras aproveitou a visibilidade da obra para transformar a estrutura em outdoor, onde se lê: ?Plataforma de Mexilhão: mais gás para o Brasil?.

Além da produção de 15 milhões de metros cúbicos diários, a estrutura deve receber 8 milhões de metros cúbicos de gás produzidos nos campos vizinhos de Tambaú e Uruguá, mais 3 milhões provenientes do teste de longa duração de Tupi e ainda pode dar uma ?carona? aos campos de Pirapitanga, Tambuatá e Carapiá, descobertos em 2006, na antiga área do BS-500, mas que não entrarão em operação antes de 2011.


Fonte: OESP

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Avibras dispensará 350 funcionários

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15 de julho de 2008

A Avibras Indústria Aeroespacial demitiu cerca de 350 trabalhadores ontem de sua unidade em Jacareí­, de acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos. A entidade acredita que o número de funcionários mandados embora possa chegar a 500.

A empresa atua no setor de armamentos militares e tinha cerca de 1.000 funcionários. De acordo com o sindicato, as demissões pegaram a entidade e os trabalhadores de surpresa.

"Tivemos uma reunião anteontem para discutirmos um acordo de compensação e não foi nos passado nada sobre a possibilidade de demissões em massa", disse o diretor do sindicato, Ivan Trevisan.

De acordo com o sindicato, a empresa teria um contrato já assinado com o governo da Malásia para o fornecimento de equipamentos militares. A venda aguardaria apenas a homologação do governo brasileiro para ser efetivada.

A estimativa é que o contrato gire em torno de R$ 300 milhões para o fornecimento de novos foguetes, veí­culos lançadores, blindados de comando e centrais de tiro, de seu produto mais bem sucedido, o sistema de foguetes Astros-2.

"Isso daria um folego de produção para a empresa de 30 a 36 meses. Nos disseram que dentro de 15 dias teriam uma resposta de Brasí­lia sobre o assunto. Em uma situação como essa, o que se esperaria era que a empresa desse férias coletivas ou licença remunerada aos funcionários", disse Trevisan.

O sindicato irá realizar um assembléia com os demitidos na segunda-feira, Ã s 9h, na sede da entidade, para definir as estratégias que serão tomadas no caso. A Avibras foi procurada pelo valeparaibano, mas não comentou o assunto.

MEMÓRIA - O último balanço econômico da Avibras, divulgado em abril, apontou que a empresa encerrou o ano de 2007 com prejuí­zo de R$ 46 milhões, contra um prejuí­zo de R$ 68,9 milhões em 2006.

Segundo o balanço financeiro, a receita operacional lí­quida alcançou R$ 49,7 milhões, ficando abaixo dos R$ 53,8 milhões de 2006.

No balanço, a empresa informa que no final do exercí­cio de 2006 o prejuí­zo acumulado era de R$ 545,4 milhões. Os prejuí­zos vem desde 2001. O fundador da empresa, João Verdi de Carvalho Leite, desapareceu em janeiro. Ele estava a bordo de seu helicóptero, que desapareceu minutos depois de decolar de Angra dos Reis.

Em seu lugar assumiu Sami Hassuani, que exerce atualmente o posto de presidente em exercí­cio. O carro-chefe da Avibras é o sistema de foguetes Astros 2, que já está na quarta geração de tecnologia nos sistemas eletrônicos e tem perspectiva de vida de trinta anos, com as constantes inovações.

O principal mercado da Avibras é o Oriente Médio, mas a empresa também presta serviços à indústria brasileira, principalmente com pinturas especiais anti-oxidantes para automóveis.

Fonte: Valeparaibano

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A Sombra do Imperio Americano sobre o Brasil

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08 de julho de 2008
Sample ImageDesde junho a IV Frota dos Estados Unidos voltou a patrulhar as águas da América Latina. Nenhuma potência mundial toma uma decisão importante se não há detrás um grande motivo. O especialista em temas de segurança da Universidade de San Andrés Khatchik Der Ghougassian disse ao diário argentino Clarín que há dois motivos principais de tal decisão: os recursos naturais e aparecimento na América Latina de governos chamados populistas .

”Nunca vão (EUA) admitir que é por recursos naturais, mas não é uma coincidência a decisão ter aparecido no momento de início de um cambio estructural da economia mundial em que as reservas de água potável, alimentos e recursos energéticos ( que nossa região tem em abundância) se posicionam como um valor estratégico importante”, disse.

Os objetivos declarados de Pentágono são interatuar e treinar as outras armadas , lutar contra trafico ilícito , colaborar com ajuda humanitária em casos de desastres naturais e manter as vias econômicas de comunicação por mar livres e abertas. Os EUA não ocultam a imensa importância que têm os mares de Hemisfério Ocidental e admitem que se aumentará sua a capacidade de atuar , quer dizer, os elementos da Frota vigilarão barcos e aviões , incluindo os civis e comerciais , que navegam ao sul dos EUA.

Iniciarão com 11 navios e um porta-aviões.

Porém, outras declarações deixam a impressão os objetivos estarem mais amplos e implicam uma penetração em território latino-americano preocupante. James Stevenson, comandante da Marinha do Sul dos EUA , precisou que seus navios chegarão até o tremendo sistema de rios do continente, navegando não só em alto mar, mas em águas interiores. Isto significa a instalação de um controle vasto no território dos países latino-americanos.

Entretanto se visam outros motivos. Há um líder, Hugo Chávez, que complica-lhes a vida. E há um país, o Brasil, com projeto de liderança, que não é contra os EUA, mas  restringe seu poder. É pouco provável os EUA invadirem Amazonas, ainda não é absolutamente impossível.

Se ganhar Obama, a situação ficará conservada e risco não aumentará. Tanto Venezuela , como Brasil já responderam. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que seu governo pediu aos Estados Unidos que explique o motivo da reativação da IV Frota, tema que foi abordado por seu par venezuelano, Hugo Chávez, durante a 35ª Cúpula do Mercosul, informa ANSA.

Durante uma coletiva de imprensa após a Cúpula do Mercosul, e já como presidente de turno do bloco, Lula foi questionado se concordaria com a opinião de Chávez de que a IV Frota seria uma "ameaça" à região.

"Antes de viajar à cúpula, pedi à chancelaria para se comunicar com o Departamento de Estado norte-americano para que nos dê explicações sobre o porquê da reativação da IV Frota", disse Lula.

Após analisar os documentos de Pentágono, a investigadora mexicana Esther Ceceña chegou à conclusão os EUA considerar todo o continente americano como uma grande ilha, como fortaleza em que se pode até lutar contra outra potência. Para países latino-americanos a tarefa principal hoje em dia é criar uma União militar única para a América Latina. Já circulam alguns projetos iniciados pelos governos do Brasil e Venezuela, mas estes têm os objetivos da consultaria e não prevêem a atuação em conjunto no campo militar.

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Russia receberá helicópteros Ansat-U

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08 de julho de 2008

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A Força Aérea russa receberá dentro dos próximos meses os seis primeiros helicópteros “Ansat-U”, segundo comunicou nesta segunda-feira o porta-voz adjunto da Força Aérea, o tenente- coronel Vladimir Drink. “Os aparelhos serão fornecidos pela fábrica de helicópteros de Kazan”, precisou.

 

O moderno helicóptero pode transportar até doze pessoas, incluindo dois tripulantes, está dotado de dois motores "Pratt & Whitney Canada" PW-207K e tem um peso ao decolagem de 3.300 quilos . O “Ansat-U” pode ser aproveitado para serviços sanitários , de resgate, patrulhamento ,etc.

 

A versão civil do helicóptero será homologada até o dezembro de 2008 e a produção em série iniciaria nos princípios de 2009.

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Angra 3 iniciará obras em 1º de setembro

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07 de julho de 2008
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva está muito próximo de tirar do papel a retomada do programa nuclear brasileiro. O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, deu ontem uma data para o início das obras da usina nuclear de Angra 3, no Rio de Janeiro: 1º de setembro. Segundo o ministro, essa, pelo menos, é a intenção do governo.

A última etapa que ainda precisa ser cumprida antes de os tratores serem levados ao canteiro de obra é a emissão, pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), da licença de instalação da usina. Lobão disse que o documento deve ser liberado pelo órgão ambiental em um prazo de 10 a 15 dias. A previsão foi confirmada ao Estado por técnicos do Ibama.

A retomada das obras de Angra 3 é uma vitória política da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, do ministro Lobão e do ministro de Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende.

Os principais opositores ao projeto da usina estão na área ambiental do governo. A ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva era a principal crítica, dentro da equipe ministerial, à idéia de retomar investimentos nessa fonte de energia.

O governo debateu por anos se deveria ou não reiniciar as obras de Angra 3. Por fim, em junho do ano passado, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), órgão interministerial de aconselhamento da Presidência da República, decidiu autorizar a Eletronuclear, estatal responsável pela gestão da energia nuclear no País, a construir a terceira usina em Angra dos Reis.

Pelos planos que o governo vem anunciando recentemente, Angra 3 deverá ser apenas a primeira de uma série de novas usinas nucleares que deverão ser construídas no Brasil.

Lobão reiterou ontem que o governo pretende construir, logo depois de Angra 3, mais quatro usinas nucleares, ainda sem locais definidos. Segundo o ministro, o governo iniciaria, em seguida, um ciclo de investimentos que contemplará a entrada em operação de uma usina nuclear por ano, até que o Brasil tenha, em um prazo de 50 anos, um parque nuclear capaz de gerar 60 mil megawatts (MW).

"A energia nuclear é limpa e está sendo contemplada no mundo inteiro. A França, por exemplo, produz 70% de toda a sua energia em usinas nucleares", disse Lobão.

Atualmente, as duas usinas nucleares que estão em operação em Angra dos Reis têm capacidade para gerar cerca de 2 mil MW. Quando estiver pronta, Angra 3 terá potência instalada de 1.350 MW.

O governo estima que a construção da terceira central nuclear do País vai demandar investimentos de cerca de R$ 7,3 bilhões. De acordo com as previsões do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a usina deverá entrar em funcionamento em 2014.

Fonte: O Estado de São Paulo

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Em vez de comprar, FAB vai construir caça

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20 de maio de 2008

Não é mais conversa de corredor de caserna. Na quinta-feira passada o comandante da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito, assinou um documento simples, mas muito especial para a incipiente indústria de defesa do País. Na prática, o documento enterrou o Projeto FX-2, herdado do governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), e deu o pontapé inicial para que o Brasil produza, em aliança com a indústria de uma potência militar e à custa de muita transferência de tecnologia, um caça de quarta geração para a Força Aérea Brasileira (FAB). Franceses, russos e indianos negociam freneticamente no bastidor, cada um com sua idéia de parceria, para fechar um acordo com o Brasil (leia abaixo).

Até meados de 2007, com um orçamento de US$ 2,2 bilhões, a Aeronáutica estava autorizada a tirar da gaveta, a partir de janeiro passado, a compra de 36 caças para conter a precariedade a que chegou a FAB, com 37% da frota de 719 aviões sem condições de voar - esse era o projeto FX-2, que ampliava a proposta original, do governo FHC, que previa gastos de US$ 700 milhões.

De janeiro para cá, com a avaliação dos produtos disponíveis e dos preços das propostas dos fornecedores internacionais - norte-americanos, franceses, suecos, ingleses, russos, alemães e espanhóis -, além da decisão de implantar uma política industrial de defesa, o governo evoluiu para o projeto de construir um caça sob encomenda e adaptado às necessidades da FAB. Os caças mortíferos de quarta e quinta gerações disponíveis no mercado têm uma combinação indigesta: barreiras para a transferência de tecnologia, preços estratosféricos e performance marcadamente de ataque - o que passaria uma mensagem de ameaça aos vizinhos sul-americanos se o Brasil tivesse dinheiro para comprar, por exemplo, o F-22/Raptor, um caça “made in USA” com preço unitário que, dependendo da tecnologia agregada, pode variar entre US$ 130 milhões e US$ 240 milhões.

Na avaliação da Defesa e do comando da Aeronáutica, os caças à venda de múltiplas funções - interceptação, defesa e ataque - têm preço aceitável e permitem uma aliança estratégica em matéria de transferência de tecnologia. “Nesse caso,em vez de comprar lá fora, decidimos gastar os US$ 2 bilhões do projeto FX-2 para revitalizar o que já temos e investir no projeto de construção de um caça brasileiro”, disse ao Estado o ministro da Defesa, Nelson Jobim.

O primeiro movimento institucional, diante da nova diretriz do Ministério da Defesa, foi feito no início deste ano. A segunda decisão foi tomada na semana passada. “Em janeiro, a Aeronáutica baixou uma diretriz para o Estado-Maior pedindo uma análise dos passos a dar para conceber um caça de uma nova geração. Na quarta-feira, o Estado-Maior entregou o estudo, eu coloquei uns requisitos, e ontem (quinta-feira) assinei o documento”, relatou o brigadeiro Saito ao Estado, na sexta-feira. Segundo o comandante, “agora vai ser criada uma comissão especial para definir, ao longo de um ano de trabalho, o que seria um caça para a FAB, características, performance, armas etc”.

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Brasil: novo acordo com EUA

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20 de maio de 2008

Sem acerto, mercado de satélites fica restrito para foguete ucraniano-brasileiro. À frente da binacional em parceria com a Ucrânia, ex-ministro diz que primeiro lançamento será feito desde base no Maranhão em 2010

Depois de frustrar um acordo de salvaguardas tecnológicas com os Estados Unidos para uso do Centro de Lançamento de Alcântara (MA), o Brasil tentará uma nova negociação para poder ter satélites americanos como clientes do Cyclone-4, o foguete ucraniano que deve ser lançado pela primeira vez no segundo semestre de 2010, numa parceria com brasileiros.

O acordo original foi vetado em 2003 pelo Congresso Nacional, que acreditava que ele violaria a soberania do Brasil. As salvaguardas incluíam concessão de áreas sob controle direto e exclusivo dos EUA e licença para inspeções americanas sem prévio aviso ao Brasil.

Sem um acordo, porém, a ACS (Alcântara Cyclone Space), a nova empresa binacional Brasil-Ucrânia, pode perder clientes. "Vamos rediscutir com os EUA. Eles são um mercado importante e nós não vamos abrir mão", disse Roberto Amaral, diretor-geral da ACS.

Quando foi ministro da Ciência e Tecnologia, no início do governo Lula, porém, Amaral era contra o acordo de salvaguardas com os EUA. "Eu me opus como ministro contra o modelo de associação", disse. Segundo ele, a situação mudou. "Essa questão [da soberania] se colocava porque era uma "joint venture". Agora, não. Agora é mercado", disse.

O acordo original foi derrubado não apenas por conta da oposição de deputados à concessão de áreas exclusivas aos EUA. O documento previa também que o Brasil não poderia aplicar no seu próprio programa espacial os recursos obtidos com o "aluguel" de Alcântara aos norte-americanos.

A ACS diz que espera conseguir 30% do mercado potencial de lançamentos no mundo, o que equivale a US$ 14 bilhões para o período de 2007 a 2016. O primeiro satélite a ser lançado pelo Cyclone-4 deverá ser japonês -o Nano-Jasmine, desenvolvido pela Universidade de Tóquio e que terá o objetivo de fazer um mapeamento em três dimensões das posições e velocidades das estrelas.

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