EADS expandirá presença nos EUA após KC-30

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- O avião tanque KC-30 da Northrop Grumman escolhido pela Força Aérea dos Estados Unidos é baseado no Airbus A330 MRTT
- A EADS e a Airbus começaram a trabalhar nas instalações dos Estados Unidos para dar apoio ao programa do avião tanque

A escolha do Avião Tanque Northrop Grumman pela Força Aérea dos Estados Unidos, um sistema baseado no A330 MRTT (Multi Role Tanker Transport) da EADS e designado pela USAF (Força Aérea dos Estados Unidos) como KC-45A, irá aumentar significativamente a presença industrial e o compromisso da EADS nos Estados Unidos, bem como a sua função de fornecedora de segurança interna e de defesa sediada naquele país.

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Colômbia lançou bombas de alta tecnologia no Equador

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No ataque colombiano ao acampamento das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) no Equador, em 1º de março, foram utilizadas 10 bombas de alta tecnologia, segundo uma investigação da Força Aérea equatoriana, publicada hoje pelo jornal local El Comercio. Em 6 de março, especialistas em armas da Força Aérea equatoriana iniciaram uma perícia sobre o bombardeio em Angostura, onde estava o acampamento das Farc e onde morreu o porta-voz internacional da organização, Raúl Reyes, e mais de 20 guerrilheiros.

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Última Atualização ( 23 de março de 2008 )
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Adquire mais 5 MOWAG Piranha IIIC

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Rio de Janeiro, Brasil – A General Dynamics European Land Systems (GDELS) anuncia que em 17 de Dezembro 2007, o Corpo de Fuzileiros Navais da Marinha do Brasil e a MOWAG GmbH assinaram contrato para um lote adicional de 5 Piranha IIIC 8x8 na versão anfíbia

O novo contrato compreende 5 veículos blindados de transporte de tropas (APC) Piranha IIIC 8x8 em configuração similar aos já fornecidos anteriormente. O contrato agora assinado segue a um outro de sete veículos assinado em 2006 (6 APCs e um veículo de recuperação). Os Piranhas serão usados principalmente em operações como a da Missão de Paz no Haiti coordenada pela ONU, onde operam os Fuzileiros Navais.

A MOWAG acredita que seus produtos atrairão muitos outros clientes na América do Sul devido aos requisitos de interoperabilidade com a OTAN e/ou as forças da ONU dentro do contexto das missões de manutenção de paz. As ameaças a tais missões demandam por veículos com alto nível de proteção para as tripulações, contra minas, armas balísticas e IEDs. Com os Piranha IIIC 8x8, operando em todo o mundo, a companhia de tecnologias avançadas MOWAG, baseada em Kreuzlingen, Suíça, oferece um produto testado, que preenche os requisitos de proteção, conforto e mobilidade.

O MOWAG PIRANHA IIIC 8x8 – uma plataforma testada

O PIRANHA IIIC anfíbio tem um comprimento de 7.57 m, largura de 2.71 m, e um peso de 18.500kg. O veículo alcança a velocidade de 100 km/h em estradas. O Piranha IIIC supera facilmente obstáculos de até 60% de inclinação, e valos de até 1,50 m de profundidade e navega a um velocidade de 10 km/h.

O motor diesel de 400 HP, junto com uma caixa automática de 7 velocidades, a moderna suspensão independente, o controle central da pressão nos pneus e sistema de desacoplar as rodas do conjunto de tração propiciam ao PIRANHA IIIC um alto nível de mobilidade mesmo em terrenos adversos.

Mais a proteção contra ameaças balísticas e contra minas propiciam à tripulação uma elevada proteção durante as missões. O veículo é equipado com os equipamentos necessário: Sistema de proteção NBC, sistema de geração de energia próprio, A/C system, etc., que são necessários para uma operação de 24 horas de um grupo de combate.

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OPOSIÇÃO URUGUAIA DIVIDIDA SOBRE VENEZUELA

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MONTEVIDÉU, 8 FEV (ANSA) - A oposição uruguaia votará dividida no Parlamento o pedido de autorização do Executivo para uma primeira expedição científica conjunta, que será realizada em 16 de fevereiro pelas Marinhas do Uruguai e da Venezuela.

O deputado do Partido Blanco (conservador), Javier García, discordou da missão e disse que o Uruguai "faz lobby" em favor de Caracas, em um momento em que as relações do presidente venezuelano, Hugo Chávez, com outros governos da região, como Colômbia e Chile, passam por turbulências.

Já o Partido Colorado (conservador) concorda com a missão, através da qual a Venezuela busca cumprir os requisitos necessários para integrar o Tratado Antártico.

"Fazemos o mesmo que outros países fizeram pelo Uruguai", disse o deputado colorado Daniel García Pintos, acrescentando que "a filosofia dos integrantes do Tratado Antártico é de cooperação e solidariedade".

O vice-ministro da Defesa Nacional, José Bayardi, explicou nesta quinta-feira diante do Parlamento que a missão é negociada desde 2005, e disse que, através dela, o "Uruguai abre a porta da Antártida a um país latino-americano, retribuindo o que recebemos no passado de outros países".

A primeira expedição científica da Venezuela à Antártida, que viajará no navio uruguaio ROU 22 Oyarbide, será financiada por Caracas e partirá em 16 de fevereiro, uma vez obtida a aprovação parlamentar.

O acordo entre Uruguai e Venezuela prevê o transporte de cientistas militares e civis da Venezuela à Antártida e o trabalho conjunto de representantes de ambos os países durante os 45 dias de expedição na ilha King George, onde se encontra a base uruguaia.

A expedição se inscreve nos esforços de Caracas "para reunir os requisitos necessários à obtenção do estatuto de Membro Consultivo do Tratado Antártico", segundo o projeto de lei que o governo enviou ao Parlamento para que autorize a saída do navio.(ANSA).

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Petrobras confirma furto de informações

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Claudio de Souza - O Globo Online
Com agências e Globonews TV

RIO - A Petrobras informou nesta quinta que foram roubados computadores que armazenavam dados importantes de pesquisas na costa brasileira. A empresa não detalhou que dados seriam estes, mas há informações não oficiais de que eram sobre recentes descobertas gigantes da companhia.

"Houve um furto de equipamentos que continham informações importantes para a companhia", limitou-se a informar a estatal. Os equipamentos seriam um disco rígido e dois notebooks.

Em novembro do ano passado, a estatal anunciou a descoberta do campo de petróleo de Tupi, na Bacia de Santos, que, segundo as estimativas iniciais, seria o maior campo de petróleo do país. Além disso, na região próxima ao campo de Tupi, foi anunciada em janeiro deste ano mais uma descoberta significativa de petróleo e gás, que vem sendo chamado de Júpiter

A espionagem neste setor é muito comum. Nos Estados Unidos, tem até um nome para isso: scouting.

A companhia informou que tem cópias de todos os dados, mas a grande questão é onde foram parar as informações. Suspeita-se de espionagem industrial.

O geólogo Giuseppe Bacoccoli, que trabalhou por 24 anos na Petrobras e atualmente é consultor do setor, afirma que a prática é muito comum na indústria de petróleo e gás

A espionagem neste setor é muito comum. Nos Estados Unidos, tem até um nome para isso: 'scouting' - afirma Bacoccoli, acrescentando que relatórios com informações não divulgadas oficialmente pelas empresas sobre suas descobertas podem custar mais de US$ 100 mil no mercado internacional.

A companhia afirmou que o caso está sob investigação e que não poderia dar mais detalhes. A Polícia Federal também investiga o caso. O roubo teria ocorrido durante o transporte dos equipamentos de uma estação de pesquisa no mar para escritórios da empresa.

É importante conhecer o modelo geológico que formou aquelas reservas. Isso pode ser usado para a exploração em qualquer lugar. Além disso, as áreas próximas a Tupi podem voltar a ser licitadas pela ANP um dia

A estatal, no entanto, só informou que o roubo ocorreu quando os equipamentos não estavam sob a guarda da Petrobras. Entretanto, há informações também não oficiais de que os computadores estariam sob a guarda da empresa americana Halliburton, que presta serviços à estatal.

Na avaliação de Bacoccoli, com as novas descobertas de petróleo e gás da Petrobras, os campos de Tupi e Júpiter, as petroleiras de todo o mundo estão de olho nessas informações. Isso aumenta o interesse de espionagem na companhia.

É importante conhecer o modelo geológico que formou aquelas reservas. Isso pode ser usado para a exploração em qualquer lugar. Além disso, as áreas próximas a Tupi podem voltar a ser licitadas pela ANP um dia - explica Bacoccoli.

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Comandante da Marinha cobra reajuste de salários dos militares

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by Jailton de Carvalho

Com o comandante da Marinha, almirante-de-esquadra Júlio Soares de Moura Neto, 64 anos, não existem meias palavras. Claro e direto, o almirante afirma que a Marinha está satisfeita com a previsão de aumento de recursos para 2008, mas deixa claro que a pressão por mais verbas não pára por aí. Em breve chegará à mesa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva um pedido de reajuste dos salários das tropas. Numa entrevista concedida ao GLOBO, em seu gabinete, Moura Neto também disse que é contra qualquer mudança na Lei de Anistia, motivo de recente polêmica entre o ministro da Defesa, Nelson Jobim, o comandante do Exército Enzo Peri e familiares de desaparecidos políticos. Com o adicional que terá no orçamento, anuncia que a Marinha poderá retomar seu projeto de ter um submarino nuclear.

O GLOBO - O orçamento do ano que vem, de R$ 10 bilhões, bem maior do que o deste ano, atende às expectativas das Forças Armadas?
JÚLIO SOARES DE MOURA NETO - Acredito que atenda à expectativa das Forças Armadas. Com a parte que caberá à Marinha, R$ 2,136 bilhões, eu garanto várias das minhas metas. Primeiro atingir o patamar que permite a manutenção da Marinha. E, segundo, reinicio o Programa Nuclear da Marinha, como era intenção do presidente da República. O dinheiro que era previsto para o programa, que era de R$ 130 milhões por um período de oito anos, já está garantido para o ano que vem. Então, reiniciamos o programa de reaparelhamento da Marinha.

O Globo - Então a Marinha está satisfeita com estes recursos ?
MOURA NETO - Claro que está e, como o próprio ministro Jobim falou, ano que vem há uma expectativa desse orçamento ser aumentado com emendas de parlamentares, destaques de crédito. Para se ter uma idéia, o que a Marinha tinha apresentado ao Ministério da Defesa como uma necessidade era um orçamento de R$ 2,6 bilhões. Estamos recebendo R$ 2,1 bilhões. Essa diferença aí de R$ 500 milhões pode ser que venha de emendas, crédito suplementar.

O Globo - O que muda na Marinha com essa verba extra ?
MOURA NETO - Durante esses últimos dez anos os orçamentos têm sido muito insuficientes. Não só não conseguíamos manter a Força, como estávamos mantendo nosso programa nuclear de uma maneira estagnada. Não tínhamos nenhuma possibilidade de iniciarmos o reaparelhamento da Força. Se forem mantidos esses recursos, será um ano extremamente favorável à Marinha.

O Globo - Alguns oficiais andam reclamando equiparação de salários com delegados da Polícia Federal e até de coronéis de algumas Polícias Militares. Existe essa preocupação na Marinha ?
MOURA NETO - Isso é uma das preocupações do comandante da Marinha e dos outros dois comandantes de Força, ou seja, nós elevarmos os salários. Hoje, os militares estão com os salários muito degradados e há uma necessidade. Talvez, no Executivo, sejamos nós a classe de servidores de Estado mais mal paga. Mas temos certeza que teremos este ano um reajuste. Há um estudo no Ministério da Defesa. Não foi aprovado ainda, mas com toda certeza o ministro levará ao presidente da República o pleito dos militares.

O Globo - Vai-se tomar como parâmetro os salários dos policiais federais ?
MOURA NETO - Não se trata de comparar com a Polícia Federal ou polícias militares. Se trata de ter um salário digno e condizente com as responsabilidades das Forças Armadas. Essa é minha visão.

O Globo - Quando a proposta vai ser entregue ?
MOURA NETO - Já está nas mãos do ministro da Defesa. Ele deve estar aguardando uma oportunidade política favorável para levar esse assunto ao presidente da República. Não acho que deve demorar.

O Globo - Algumas pessoas dizem que, num mundo globalizado, as Forças Armadas estão perdendo o caráter de prioridade.
MOURA NETO - Acho que essa é uma visão equivocada. Na minha opinião, todos os países têm interesses, têm soberania a ser garantida. Ou seja, temos que ter Forças Armadas equipadas de tal maneira que nenhum outro país do mundo queira afetar nossa soberania ou usar a força para sobrepujar os nossos interesses. Temos que ter capacidade de dissuação, ou seja, mostrar que qualquer tentativa contra nós será uma aventura e custará caro contra quem tentar fazê-lo.

O Globo - Mas um eventual choque com os países que já desenvolveram armas nucleares não seria um desequilíbrio muito grande ?
MOURA NETO - Os países que têm armas, não se pode garantir que eles vão usar. Por exemplo: não se está usando armas nucleares em nenhum lugar no mundo. Estamos assistindo ao desenrolar de vários conflitos. O Iraque, o Oriente Médio, no Afeganistão. Nenhum desses lugares passa, pela cabeça dos partícipes, usar armas nucleares. São armas convencionais de países que têm poderio.

O Globo - Não existe mais uma aspiração nas Forças Armadas de fabricação de armas nucleares ?
MOURA NETO - Nunca houve.

O Globo - Na década de 90 tinha.
MOURA NETO - Foi uma impressão que ficou. Nossa Constituição diz que a energia nuclear deve ser utilizada para fins pacíficos. Então, em absoluto, o Brasil pensa em armamento nuclear.

O Globo - Essa fase está superada ?
MOURA NETO - Ela nunca houve.

O Globo - Nem no início do governo Collor ?
MOURA NETO - Ali se descobriu alguns locais, mas nunca ficou confirmado que era para testes nucleares.

O Globo - Semana passada, o ministro Nelson Jobim fez uma declaração que alguns militares não gostaram. O comando do Exército até editou uma nota em protesto. Por que a Marinha não se manifestou oficialmente até agora sobre o assunto?
MOURA NETO - A Marinha quer passar a seguinte imagem: para nós é importante que seja preservada a Lei da Anistia, que veio fazer a conciliação nacional, para permitir que a sociedade vivesse em paz. Ela estando preservada, a Marinha se sente perfeitamente tranqüila. Precisamos ter uma sociedade harmonicamente funcionando, que tenha confiança nas suas Forças Armadas. E isso existe. Preservamos a Lei da Anistia. As Forças Armadas, em todas as pesquisas, têm a confiança da população.

O Globo - A Marinha não se sentiu tão atingida como alguns generais do Exército?
MOURA NETO - A Marinha não se sentiu atingida.

O Globo - O cargo de ministro da Defesa sempre foi incômodo para os militares. O ministro Jobim está superando essas contradições?
MOURA NETO - Essa é uma opinião sua de que o ministro da Defesa é uma posição incômoda. Isso não é verdade. Houve uma decisão soberana do governo em criar o Ministério da Defesa e as Forças Armadas têm buscado trabalhar com o Ministério da Defesa num ambiente de respeito, colaboração o tempo todo desde a criação do ministério.

O Globo - Mas na própria legislação existe um vácuo. O ministro da Defesa não é o comandante das Forças Armadas. O comandante supremo é o presidente. Existe aí um hiato.
MOURA NETO - As Forças Armadas são subordinadas ao ministro da Defesa. Isso está na lei. O comandante supremo das Forças Armadas é o presidente. Mas as três forças são subordinadas ao ministro da Defesa.

O Globo - A corrupção na política incomoda os militares ?
MOURA NETO - A expectativa das Forças Armadas é que seja cumprida a lei. Num regime democrático é assim que funciona. As pessoas acusadas se defendem e são julgadas. A partir daí, haverá punição ou não de acordo com a Justiça. O que as Forças Armadas vêem é uma grande quantidade de denúncias e uma grande quantidade de apuração. É isso que tem que ser um Estado de Direito. Os que forem culpados pagarão. Os que não forem, serão inocentados.

O Globo - As Forças Armadas têm capacidade de atuar no combate à violência urbana como está acontecendo no Haiti ?
MOURA NETO - Está previsto na Constituição que uma das tarefas que as Forças Armadas podem receber do presidente da República é a garantia da lei e da ordem. Para que isso ocorra existe uma série de questões legais a serem respeitadas. Faz parte das atribuições das Forças Armadas a garantia da lei e da ordem desde que se cumpra o estamento local para que isso ocorra.

O Globo - Essa é o que está na lei. Mas qual é sua posição ?
MOURA NETO - Em havendo a decisão presidencial é possível as Forças Armadas participarem da garantia da lei e da ordem.

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Irã ameaça região com 'sombra de holocausto nuclear'

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O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, advertiu nesta terça-feira que o Oriente Médio corre o risco de viver "na sombra de um holocausto nuclear" se o Irã desenvolver a tecnologia necessária para ter armamentos nucleares.

"A busca ativa do Irã por tecnologia que pode levar a armas nucleares ameaça colocar uma região já conhecida por sua instabilidade e violência na sombra de um holocausto nuclear", disse Bush, no Estado americano de Nevada, em um discurso durante um evento com veteranos de guerra.

"As ações do Irã ameaçam a segurança das nações em toda a parte e é por isso que os Estados Unidos estão reunindo o apoio de amigos e aliados ao redor do mundo para isolar o regime, para impor sanções econômicas. Nós vamos confrontar esse perigo antes que seja tarde demais."

No discurso, o segundo em que Bush abordou principalmente questões de política externa nesta semana, o presidente americano voltou a acusar o Irã de dar apoio a extremistas no Iraque.

"O regime iraniano precisa parar com essas ações", disse. "Autorizei nossos comandantes militares no Iraque a confrontar as atividades assassinas de Teerã."

Vácuo de poder

Pouco antes do discurso de Bush, o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, fez um pronunciamento em Teerã em que disse acreditar que o fim da ocupação americana do Iraque está próximo.

Ahmadinejad afirmou que, quando os americanos se retirarem, o Irã e outros países da região vão assumir o lugar deles e ajudar o Iraque.

"O poder político dos que realizam a ocupação está desabando rapidamente", disse o presidente do Irã.

"Em breve, veremos um imenso vácuo de poder na região. Obviamente, estamos preparados para preencher esse vão, com a ajuda de vizinhos e amigos regionais, como a Arábia Saudita, e com a ajuda da nação iraquiana."

O líder iraniano também minimizou a possibilidade de os Estados Unidos lançarem uma ofensiva militar contra o Irã, algo que as autoridades em Washington não descartaram.

"Não há possibilidade nenhuma de tal decisão ser tomada. Mesmo se eles decidissem fazer isso, eles não seriam capazes de fazê-lo", afirmou Ahmadinejad.

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Revelado plano de ataque ao Irã

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Segundo o 'Sunday Times', EUA planejam destruir instalações militares e nucleares no país

O Pentágono está preparando um plano envolvendo um bombardeio aéreo contra 1.200 alvos no Irã para aniquilar a capacidade militar e nuclear do país em três dias, afirmou Alexis Debat, um especialista em segurança nacional dos EUA, citado na edição de hoje do jornal britânico 'Sunday Times'.

Diretor do departamento de terrorismo do instituto Nixon Center, Debat disse que os estrategistas militares americanos não estão preparando apenas ataques cirúrgicos contra as instalações nucleares do Irã. "A idéia é destruir completamente todo o poderio militar iraniano", afirmou. O especialista disse que o comando militar americano concluiu que ataques pontuais às usinas nucleares ou uma ampla ação militar causariam a mesma reação entre os iranianos.

"Por isso, é uma decisão estratégica legítima."

Na semana passada, o presidente americano, George W. Bush, aumentou sua retórica contra o Irã, acusando Teerã de colocar o Oriente Médio "sob a sombra de um holocausto nuclear". E fez um alerta dizendo que os EUA e seus aliados iriam confrontar o Irã "antes que fosse tarde demais".

Um funcionário da Administração Bush confirmou ao jornal, sob condição de anonimato, que "a temperatura dentro do governo está aumentando". Já a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) divulgou um relatório na semana passada informando que há uma cooperação "significante" por parte do Irã. O presidente Mahmud Ahmadinejad, porém, vem irritando a Casa Branca ao afirmar que está pronto para ocupar "o vácuo de poder" no Iraque.

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EUA aumentam pressão sobre força de elite do Irã

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Sample ImageSe os Estados Unidos incluírem a Guarda Revolucionária do Irã na lista dos países e grupos considerados terroristas, a questão será se a medida é uma extensão dos atuais esforços americanos para isolar o Irã economicamente ou um passo na direção de uma ação militar.

Segundo os jornais The New York Times, Washington Post e a agência de notícias Associated Press, o governo Bush deve realmente adotar a medida.

A decisão provavelmente cobriria a Guarda Revolucionária como um todo, apesar de terem ocorrido discussões a respeito de limitar a designação à Força Quds (Jerusalém), que os Estados Unidos acusam de ajudar a armar milícias xiitas no Iraque.

Apesar de o próprio Irã ser rotulado como "Estado patrocinador do terrorismo" pelo Departamento de Estado americano, esta seria a primeira vez que uma força militar nacional seria descrita como um grupo "terrorista".

Estrangulamento

O objetivo é estrangular as operações internacionais das muitas atividades comerciais da Guarda, que incluem participação no gerenciamento do aeroporto de Teerã e dos sistemas de transporte subterrâneos.

Duas resoluções do Conselho de Segurança da ONU, em dezembro e em março, tiveram como objetivo atingir o comércio iraniano em equipamentos e materiais ligados ao programa de mísseis balísticos ou nucleares. Os documentos também atingiam três companhias de aviação gerenciadas pela Guarda Revolucionária.

A nova ordem americana vai ampliar essas resoluções. Vai acrescentar pressão aos aliados dos Estados Unidos e parceiros de negócios para restringirem seus negócios com o Irã.

Os Estados Unidos também vão continuar tentando conseguir uma nova resolução do Conselho de Segurança para tornar mais severas e estender as sanções contra o Irã. As discussões devem ocorrer em Nova York em setembro. Mas a China está relutante em chegar tão longe.

O subsecretário do Tesouro americano, Stuart Levey, encarregado da unidade de economia e contra-terrorismo, está viajando pela Europa, pedindo a governos e empresas, especialmente bancos, para cortar relações com o Irã.

Nicholas Burns, subsecretário de Estado americano, falou a respeito desta medida a um comitê do Senado no começo de 2007.

"Usamos toda nossa influência para convencer os maiores bancos europeus para paralisarem empréstimos ao Irã. Convencemos os governos europeus e o Japão a iniciarem uma redução de créditos de exportação", disse.

Acusações

Mas esta pressão não foi o bastante. O Irã ainda está desafiando a exigência do Conselho de Segurança de que as atividades iranianas de enriquecimento de urânio sejam suspensas e de que o país permita que reuniões discutam o futuro de seus planos nucleares.

Enquanto isso, uma saraivada de acusações americanas contra o Irã, por supostamente interferir no Iraque, está aumentando.

O presidente George W. Bush disse em uma entrevista na semana passada que "o povo americano deve ficar preocupado a respeito das atividades do Irã no Iraque. E deve ficar preocupado com as atividades do Irã em todo o mundo."

A questão sem resposta é se a nova medida americana será outro passo em um caminho para um ataque militar contra as instalações nucleares do Irã.

Surgiram informações de que o vice-presidente americano Dick Cheney não quer que tal ataque seja descartado. Outros sugerem que Condoleezza Rice prefere endurecer a política diplomática e, por isso, está apoiando a "denominação terrorista".

Papel

A Unidade Tática da Guarda Revolucionária (conhecida como Pasdaran) foi formada depois da revolução iraniana em 1979 e então assumiu um papel importante durante a guerra lançada contra o Irã por Saddam Hussein, durante a qual desenvolveu o conceito do ataque onda-humana.

A Guarda Revolucionária forma uma parte separada, porém significativa, das Forças Armadas iranianas, com deveres nos setores de proteção de fronteira e segurança interna. Seus soldados capturaram 15 soldados e fuzileiros britânicos no Golfo Pérsico no começo de 2007.

Mas a unidade também opera os mísseis balísticos iranianos e, acredita-se, também tem um papel no campo nuclear.

Estados Unidos e Israel acusam a Guarda Revolucionária de armar o Hezbollah no Líbano e também os xiitas no Iraque.

O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, já foi membro da unidade. Então, uma medida contra a Guarda Revolucionária como um todo também seria vista como uma medida contra o presidente.

A medida também iria destacar as diferenças a respeito do Irã entre os Estados Unidos e seus dois aliados na região: os governos do Iraque e do Afeganistão, que mantêm laços com o Irã.

By BBC

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Oceano Ártico: a disputa russa pelas riquezas

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Uma análise elaborada por Paul Reynolds destaca uma nova "corrida pelo ouro", propriamente dito na região do Ártico, uma localidade onde se afirma a existência de reservas petrolíferas com a capacidade de 10 bilhões de toneladas, gás e outros minerais.

Entre os competidores desta corrida universal, a Rússia tomou a dianteira afirmando categoricamente que o Oceano Ártico é território russo; a ousadia foi liderada pelo parlamentar e famoso explorador Artur Chilingarov ao fincar no leito oceânico ártico a bandeira russa. O ato faz lembrar o episódio da conquista do solo lunar pelos americanos que fincaram a bandeira americana naquele planeta.

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Última Atualização ( 24 de setembro de 2008 )
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Rússia: moratória ao Tratado de Redução das Forças

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Recentemente, os Estados Unidos firmaram um acordo que vai permitir a instalação de quatro bases militares na Romênia. A decisão aumentou o nível de tensão com a Rússia que vê na manobra uma forma dos Estados Unidos se acercarem cada vez mais à fronteira russa. Decreto assinado pelo presidente Vladimir Putin confirma a moratória russa ao Tratado de Redução das Forças Convencionais na Europa (CFE) por razões de segurança.

Assinado em novembro de 1990 entre a OTAN e o Pacto de Varsóvia, o CFE passou a vigorar dois anos depois e pretendia limitar os tipos de armas ofensivas nos territórios dos países membros das duas organizações. Pelo acordo, as armas ofensivas ficariam restritas aos carros de combate, viaturas blindadas de transporte de pessoal, artilharia, caças de combate e helicópteros de ataque. No entanto, em 1999, o tratado foi adaptado à nova realidade européia e à extinção da União Soviética.

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Última Atualização ( 24 de setembro de 2008 )
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Chávez confirma compra de fuzis Dragunov

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Caracas, 19 ago (EFE).- O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, confirmou hoje a compra de "vários" fuzis russos Dragunov para franco-atiradores que atuariam em uma "guerra de guerrilhas" em caso de um eventual ataque dos Estados Unidos.

"O poder militar é parte do poder popular" e o fortalecimento deste é "a única maneira de o império não tornar concreta sua ameaça contra nossa democracia", expressou o governante em seu programa dominical de rádio e televisão estatal "Alô, presidente!".

Chávez confirmou a compra desses fuzis dotados de mira telescópica e acrescentou que eles também terão dispositivos de visão noturna.

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Última Atualização ( 20 de agosto de 2007 )
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