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Doutrina de Guerra - Doutrina de Guerra
18 de outubro de 2008

Para Onde Vai a Artilharia Antiaérea?

MAJOR ART FERNANDO JOSÉ SOARES
DA CUNHA MATTOS,
EXÉRCITO BRASILEIRO


Introdução




A evolução da AAAe corresponde, de modo lógico, à evolução da ameaça aérea, semelhante à relação bélica clássica “canhões x couraça”2, que elevou o alcance de atuação operacional do armamento antiaéreo (AAe), acompanhando o mesmo aumento do teto das aeronaves. Assim surgiu outra AAAe “especializada”, à época da II Grande Guerra, constituída por canhões de maior calibre para combater as vagas de bombardeiros em ataque aos principais centros industriais e — infelizmente — populacionais do inimigo. Como está estruturada então a ameaça nos presentes dias e quais desafios se apresentam às moderna e futura AAAe?

Na presente análise, serão apresentados alguns problemas relativos às AAAe de média (acima dos 3.000 até 15.000m) e grande altura (acima dos 15.000m), para concluir sobre o atual papel do sistema de AAAe dentro do sistema de defesa aeroespacial (D Aepc), tanto no Teatro de Operações (TO)3 como na Zona do Interior (ZI).4
A Ameaça

Vetor de valor crescente na decisão dos conflitos bélicos, se é ainda verdade o jargão “que o sujeito com a baioneta no fuzil é quem retira o inimigo da toca e o obriga a assinar o tratado de paz”, o poder aéreo transformou a face da guerra decretando, no mínimo, quem vai deixar de perdê-la, como na vitória britânica durante a “Batalha da Inglaterra”, em 1940.

O peso específico do poder aéreo na balança da vitória é, muitas vezes, medido apenas nas tonelagens de bombas lançadas sobre o adversário e em relatórios de danos causados. Mas o que dizer então do imenso fluxo de transporte aéreo que possibilitou, em prazo recorde, o início da Operação Desert Shield? Ou ainda das preciosas vidas de expe-rientes pilotos resgatados pelas equipes de salvamento aéreo em diversos conflitos? Das operações aeroterrestres capazes de, desde Creta, influir decisivamente nas campanhas militares?

O aumento quantitativo e qualitativo dos meios de detecção (radares) fez com que as técnicas de penetração à baixa altura, acompanhadas de eficazes contramedidas eletrônicas (CME), se tornassem quase que obrigatórias para os sucesso de um ataque aéreo. A AAAe de baixa altura então proliferou imensamente, como resposta óbvia ao perfil da ameaça na décadas de 60, 70 e 80. A massa dos sistemas de armas desenvolvidos então, como os diversos mísseis portáteis, canhões AAe autopropulsados ou sistemas de mísseis de curto alcance visavam a faixa de baixa altura.

Os anos 90 trouxeram, no entanto, uma ameaça aérea muito mais capacitada a atacar alvos na superfície, expondo-se cada vez menos às defesas AAe de baixa altura, mesmo quando do uso de munições não-guiadas. Novas técnicas de ataque, possibilitadas por sistemas de navegação e ataque de precisão inigualáveis, para não falar da tecnologia furtiva (stealth), colocaram as aeronaves a salvo do imenso aparato de AAAe à baixa altura criado para combatê-las nas décadas anteriores. A eficácia latente desses sistemas de AAAe foi entretanto assinalada no Golfo, ao examinarmos em detalhe as baixas entre as aeronaves Tornado, no início da campanha aérea.

É óbvio que essa capacidade é inerente apenas às Forças Aéreas dotadas da sofisticação tecnológica necessária; as que não a possuem, porém, podem adquiri-la a curto prazo, por acordos de produção conjunta, compra, ou mesmo pela repotencialização de aeronaves mais antigas, dotando-as do equipamento necessário, à venda no mercado internacional.

À parte disso tudo, o emprego de mísseis balísticos táticos demonstrou a importância que esse armamento tem, como ameaça, no moderno campo de batalha. A lembrança dos Patriots interceptando os mísseis Scud iraquianos traz a reflexão de um importante papel a ser desempenhado também pela AAAe, nas faixas de altura superiores.


A AAAe

Um eficiente sistema de AAAe sempre procurou, independentemente do estágio presente da ameaça, cobrir todas as faixas de altura, com armamentos diversos (canhões e mísseis), dotando de sensores também diversos e de comunicações eficazes. Assim estruturado, seja no TO ou na ZI, o sistema estaria complementando corretamente o sistema maior, de D Aepc, na manutenção quer da superioridade aérea, quer da soberania no uso do espaço aéreo nacional.

Nos dias atuais, voltando ao velho ciclo de ação e reação, a AAAe busca uma maior eficácia contra os vetores aéreos trafegando — e atacando — acima dos 3.000m. A partir daí, porém, a AAAe divide o espaço aéreo com a aviação de caça amiga na interceptação das aeronaves hostis, causando uma inevitável necessidade de coordenação entre ambos os atuadores, AAAe e caça de interceptação.

O aumento quantitativo e qualitativo dos meios de detecção (radares) fez com que as técnicas de penetração à baixa altura, acompanhadas de eficazes contramedidas eletrônicas (CME), se tornassem quase que obrigatórias para os sucesso de um ataque aéreo.

Surge daí a questão de não ser mais inte-ressante então investir em aeronaves de caça, principal atuador da D Aepc, em detrimento de mais AAAe, essa sempre estática, tendo de aguardar que o inimigo se apresente para poder agir.

As respostas a essa pergunta surgem de algumas considerações, a saber: a AAAe não substitui a defesa aérea, mas a complementa; aeronaves necessitam, na quase totalidade dos casos, de pistas e bases para operar; manter aeronaves suficientes em constante alerta no ar demanda um enorme gasto de recursos; algumas ameaças específicas, como os mísseis balísticos táticos ou mísseis de cruzeiro, como o Tomahawk, são alvos apropriados para a AAAe, de grande e baixa altura, respectivamente.
Conclusão

Concluir sobre a evolução da tecnologia tem se mostrado muitas vezes arriscada; pode-se inferir, contudo, dentro da perspectiva da evolução da ameaça, que as AAAe de média e grande alturas terão um papel mais relevante nos anos vindouros; que novas técnicas de sensoreamento de vetores aéreos hostis, dotados de tecnologia stealth, se farão cada vez mais necessárias; novas contra-contramedidas eletrônicas (CCME), para o equipamento AAe, serão vitais na sobrevivência e flexibilidade de emprego e que comunicações redundantes e eficientes, interfaceadas com os sistemas da Força Aérea são o esteio da coordenação e do controle do sistema da D Aepc.

O Brasil, através da FAB, vem, desde 1980, implantando paulatinamente um sistema de D Aepc capaz de cobrir todo o imenso território nacional.5 Continuar a participar desse sistema deve ser, para o Exército Brasileiro, missão prioritária e indelegável na manutenção da soberania da Pátria, dever primeiro do militar de qualquer nação.

Notas

1. Dentro da doutrina de AAAe do Exército Brasileiro.

2. Refere-se à clássica disputa nas marinhas antigas onde a cada série de canhões mais poderosos correspondia ao lançamento de navios mais blindados e assim ao surgimento de canhões ainda mais potentes, num ciclo contínuo.

3. Parte do teatro de guerra necessária à condução de operações militares predominantemente terrestres, incluso seu apoio logístico.

4. Parte do território nacional não incluída em um teatro de operações (EMFA).

5. SISDABRA — Sistema de Defesa Aeroespacial Brasileiro; unidades de AAAe do Exército Brasileiro são elos permanentes do sistema.

xxxxxxxxxxx
O Major de Artilharia Fernando José Soares da Cunha Mattos, do Exército Brasileiro (formado em 1982 pela Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN)) possui os cursos de Artilharia de Costa e Antiaérea (1986) e de Aperfeiçoamento de Oficiais (1992). Foi instrutor de Guerra Eletrônica de Não-comunicações na Escola de Artilharia de Costa e Antiaérea entre 1987 e 1991; e Instrutor-Chefe da Seção de AAAe da mesma escola em 1996. Atualmente cursa o 20 ano da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército, no Rio de Janeiro.

 

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17 de outubro de 2008

IN-COM-PE-TÊN-CIA: Viva os Direitos Humanos!

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 (o crime pode tudo no Brasil, e as Ong's internacionais de Direitos Humanos apenas incentivam tal vergonha. Quem "banca", quem financia tais "ONGS" que apenas visam trazer vantagens aos deliquentes e, especialmente, ao crime organizado? Qual seu poder de corrupção perante nossos legisladores? Democracia é isto? "Dane-se o que pensa o povo. O que vale, é a "ideologia"?...)

 

A pretexto de não "machucar" um deliquente, aliás o vagabundo que sequestrou sua namorada em São Paulo, a extremamente "humanitária" polícia militar de São Paulo, não apenas EVITOU ABATER O MELIANTE.... Afinal, ele possui "direitos humanos" (as vítimas não, danem-se!)... Como ainda enviou mais uma vítima para as mãos do mesmo, para que este lhe metesse uma bala na cara (e a segurança das reféns? Dane-se!).

Segundo o coronel Eduardo José Félix, responsável pela ridícula operação de cunho "humanitário", '...o que deu errado foi o tiro que ele deu na menina'... Claro, UM MERO DETALHE! HAJA VISTA O MAR DE INCOMPETÊNCIA DE TODA A OPERAÇÃO!

Apenas para comparar, alguém se lembra o que ocorreu recentemente com os brasileiros que tentaram roubar um banco em Portugal? Aqueles, que também fizeram reféns? Sim, meu caro, estão nos quintos dos infernos, no colo do demônio, e não irão encher o saco de nenhum português honesto ou nos envergonhar enquanto brasileiros.

Mas cá em terras brasileiras, o que vale é a I-DE-O-LO-GIA...Os "Direitos Humanos", aliás, "Direitos Humanos dos Criminosos".

É O CÚMULO DA IDEOLOGIA SOBRE A PRAXIS! Em nome da ideologia (dos almadiçoados Padres Marxistas que empesteiam nossa Pátria), em nome desses desgraçados somos obrigados a viver em grades, POIS OS CRIMINOSOS TEM MUITO MAIS DIREITOS QUE O CIDADÃO COMUM.

PARABÉNS POLÍCIA PAULISTA, são exemplos como esses que fazem cair a máscara das reais intenções dos ideólogos (que o inferno os receba de braços abertos), que não é senão desequilibrar a sociedade e, por outro lado, receberem as polpudas somas do crime organizado, que paga em ouro os responsáveis pelo lixo ideológico que é enfiado goela abaixo da sociedade (por nossa "mídia", internacionalizada).

Não leitor, este ainda não é o "final dos tempos" (deles). Ficará ainda pior, até que se resolva por uma ação realmente transformadora. Logo, não demorará muito, o povo haverá de se revoltar, e expulsar certos desgraçados do poder.

 

 

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17 de outubro de 2008

Alerta: Venezuela comprará tanques russos

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Venezuela comprará na Rússia até o final do ano corrente, tanques de produção russa que substituirão os tanques AMX 30 franceses e ingleses Scorpion que estão obsoletos, confirmou ontem (16) o chefe do Comando Estratégico Operacional das Forças Armadas da Venezuela, general Jesús González, depois do encontro com o chefe da delegação russa, Nicolai Patruchev, o Secretário do Conselho da Segurança da Rússia em visita na Venezuela.

"Hoje se falava na imprensa que compraríamos tanques. É verdade, vamos comprar tanques. Porque os tanques AMX 30 franceses e os ingleses Escorpiões que temos desde os anos trinta já estão velhinhos", disse o militar, após uma reunião com representantes do governo russo.

O general González disse desconhecer de quanto será o investimento do Estado para a compra. Pretende-se comprar os tanques médios T-72 e "tanques de reconhecimento". "O número de tanques depende do projeto que se pretende com esses veículos.

Podemos falar de 100 tanques ou de 500, 600, 700 tanques", declarou González.

Durante a reunião com os representantes russos, o general disse ter conversado sobre uma possível participação russa no Conselho de Segurança da União das Nações Sul-americanas (Unasur), mas não revelou maiores detalhes, segundo a agência DPA.

A família de tanques T-72, é uma familia de carros de combate da União Soviética, que esteve e ainda está disponível em inumeras versões. Normalmente divide-se a família T-72 da seguinte forma:
T-72 - Veículo original, derivado do T-64A?

T-72M - Versão do T-72 original com blindagem cerâmica mais resistente.
T-72A - Versão do T-72 com electrónica mais aprefeiçoada e com telemetro Laser.
T-72M1 - Também conhecido como «Dolly Parton» caraacteriza-se pela torre com protuberâncias frontais, destinadas a dar maior protecção. Esta versão, deu origem ao T-72M2 conhecido como «Super Dolly Parton», que se caracteriza por em cima do reforço adicional, ter recebido blindagem reactiva.
T-72B Idêntico ao T-72A, mas com um novo sistema de carregamento automático da arma principal, que permite maior cadência de fogo.
T-72BM Versão do T-72B, com os novos sistemas de tiro, novo carregador automático e com blindagem reactiva adicional.

T-72S Uma soma de características dos veículos anteriores, com blindagem reativa frontal
T-90 A mais recente versão desta família de carros de combate, é em tudo idêntica às versões modernizadas T-72S, embora normalmente os T-72S sejam veículos modernizados.
O T-90 é um veículo novo, em que a torre está desenhada de forma a incluir os sistemas eletrônicos e ópticos de tiro. A versão e exportação é conhecida como T-90S.

 

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17 de outubro de 2008

Chile: Patrullero fue bautizado

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Talcahuano. Departamento de Relaciones Públicas de la Segunda Zona Naval. La Presidenta de la República, Michelle Bachelet Jeria, presidió la ceremonia de bautizo y lanzamiento del segundo Patrullero de Zona Marítima para la Armada de Chile, el que será conocido como PZM 82 "Comandante Policarpo Toro".

En la oportunidad, la Mandataria felicitó a la gente de Talcahuano, de ASMAR y a la Armada en su conjunto por la ejecución exitosa del proyecto Danubio, "hablamos de uno de los proyectos más ambiciosos construidos por ASMAR a lo largo de su historia, por la envergadura de los buques, como por el nivel de tecnología incorporada. El proyecto muestra el alto grado de desarrollo profesional alcanzado por la Armada de Chile. El lanzamiento de esta nave refleja una etapa de gran avance del conjunto de nuestra defensa nacional, una etapa de renovación de la inserción de las instituciones en la sociedad y una etapa de modernización de las instituciones de la defensa (...)".

 
Esta unidad, de mil 728 toneladas de desplazamiento total, es una construcción naval contemplada en el proyecto "Danubio IV". El buque, capacitado para operar a lo largo de todo el litoral, bajo cualquier condición climática, tendrá por roles vigilar

Pasada la media noche, el PZM 82 "Policarpo Toro" se desplazó por la grada de construcción hasta tocar por primera vez las aguas de la bahía de Concepción.
más intensa y eficientemente los espacios marítimos bajo la jurisdicción nacional, resguardar la seguridad de la vida humana en el mar, apoyar a las zonas aisladas, control de la contaminación, protección de infraestructura marítima y del medio ambiente en la Zona Económica Exclusiva. Al igual que su gemelo (PZM "Piloto Pardo"), contará con avanzados sistemas de propulsión, navegación, comunicaciones, rescate y control. Además, estará equipado con dos botes de goma con casco semi –rígido PUMAR, construidos en ASMAR Valparaíso, y tiene capacidad para portar un helicóptero mediano.
 
La ceremonia realizada el 15 de octubre, en la Planta Industrial de ASMAR Talcahuano, contó con la presencia del Ministro de Defensa Nacional, José Goñi Carrasco; el Ministro de Obras Públicas, Sergio Bitar Chacra; la Subsecretaria de Marina, Carolina Echeverría Moya; el Comandante en Jefe de la Armada, Almirante Rodolfo Codina Díaz; el Comandante General de la Marina del Ecuador, Contraalmirante Livio Espinosa Espinosa; autoridades civiles y militares; Oficiales del Alto Mando Naval, autoridades de la Región del Bío Bío e invitados especiales.
 
Cabe destacar que esta nueva unidad para la Armada de Chile, que entrará en servicio en 2009, fue construida íntegramente en ASMAR Talcahuano. Su diseño básico corresponde al OPV 80 del astillero alemán FASSMER GmbH y en su construcción e implementación está participando la industria y mano de obra nacional y regional, lo que se complementará con la utilización de moderna tecnología europea. Métodos que han potenciado la capacidad industrial de ASMAR para participar en otros proyectos de construcción naval en el ámbito nacional e

La Presidenta de la República Michelle Bachelet presidió la ceremonia de bautizo del PZM "Comandante Toro".
internacional. El contrato para construir estas dos modernas unidades fue firmado el 20 de mayo de 2005, entre los Astilleros y Maestranzas de la Armada y la Dirección General del Territorio Marítimo y Marina Mercante.

Este patrullero de zona marítima posee una eslora de 80,60 metros, una manga de 13 metros, un puntal de 16,50 metros, calado de diseño 3,80 metros, desplazamiento total de mil 728 toneladas, podrá alcanzar una velocidad de más de 20 nudos, su autonomía de navegación será de 30 días, tiempo en el cual podrá recorrer una distancia de 8 mil millas náuticas, puede llevar una tripulación de hasta 60 personas, posee una planta eléctrica con 2 generadores diesel de 800 kVA cada uno y un generador de emergencia 100 kVA.

El Director de ASMAR, Contraalmirante Carlos Fanta de la Vega destacó "estamos ciertos que esta cincuentenaria bitácora constituirá un estímulo, para que con la experiencia aquilatada en estos modernos patrulleros, podamos forjar un programa nacional de construcción naval que nos permita renovar y reemplazar capacidades de los buques que cumplen su ciclo de vida en los años venideros, lo que además de concretarlo con nuestro ingenio y mano de obra nacional, nos permitirá entregar unidades a la Armada de Chile estandarizadas para los requerimientos que nos demandan los particulares escenarios marítimos de nuestro país. Debemos destacar, que a contar del próximo mes, en esta misma grada se comenzarán a cortar las planchas del nuevo buque científico multipropósito para nuestro país. Este moderno buque nace como proyecto nacional ante los planteado por su Excelencia la Presidenta de la República el 21 de mayo del año pasado, en que anunciará la construcción por parte de ASMAR de un nuevo buques de investigación científica que reemplazara al antiguo "Vidal Gormaz", con lo cual se iniciará uno de los proyectos de construcción más modernos de su categoría, conocido como proyecto "Medusa", el que conlleva un significativo desafío por sus exigencias tecnológicas y por el positivo impacto que éste tendrá para la comunidad marítima y científica nacional (...)".

Sirenas y pitos de los buques que se encontraban en la bahía de Concepción dieron la bienvenida al PZM "Comandante Toro" , unidad que cumplirá una importante labor de fiscalización en la zona económica exclusiva.
 

En tanto, el Director General del Territorio Marítimo y Marina Mercante, Vicealmirante Edmundo González Robles, destacó "en esta noche de octubre, la grada de la Planta de ASMAR Talcahuano será una vez más el escenario en que una nueva unidad de la Armada de Chile ingrese a nuestro mar para sumarse a las nobles e impostergables funciones que implica el rol de autoridad marítima nacional. Hasta mediados del presente años, la Armada de Chile debía recurrir a sus buques oceánicos de su Escuadra para realizar la vigilancia marítima. El 13 de junio, fue comisionado el primer patrullero de zona marítima, buques especialmente diseñados para las labores en la Zona Económica Exclusiva. Este buque cuenta con tecnologías de última generación, que le otorgan la confiabilidad, economía y versatilidad requerida para cumplir a cabalidad la trascendente tareas que le han sido asignadas (...)".

El Comandante en Jefe de la Armada, Almirante Rodolfo Codina Díaz indicó "contar con dos buques que nos permitan vigilar nuestra Zona Económica Exclusiva nos da una muy buena seguridad de que nuestros recursos marinos estén bien protegidos. Lo más importante es que estos buques son muy eficientes en cuanto a costo, porque son unidades que pueden estar largo tiempo en el mar con un bajo consumo de combustible, en comparación a un buque de combate".
 
Posteriormente, el Capellán Evangélico de la Armada, René Ojeda pronunció una oración, y el Capellán de la Segunda Zona Naval, Capitán de Fragata RL Jorge Correa bendijo el buque implorando a Dios para que guie a esta nueva unidad de la Armada y de sus dotaciones.

Momentos muy emocionantes se vivieron cuando la señora Gloria Macchiavello de Codina, madrina de la unidad, cumplió con la tradición naval y le dio vida en forma simbólica con la costumbre de quebrar una botella de champaña en su casco. Pasada la media noche, poco a poco el "Policarpo Toro" se fue desplazando desde la grada de construcción hasta tocar por primera vez las aguas de la bahía de Concepción, momento que fue celebrado con el lanzamiento de fuegos artificiales desde el mismo buque y el toque de pitos y sirenas provenientes desde las otras unidades que se encontraban presentes en el puerto.


El PZM 82 "Comandante Toro" honra con su nombre la memoria del Capitán de Fragata Policarpo Toro Hurtado, Oficial de destacada carrera naval, quien con su visión logró trasmitir la importancia que tendría para nuestro país la posesión de la Isla de Pascua como territorio nacional. Su perseverancia contribuyó a que el Supremo Gobierno concretara con pleno éxito, la toma de posesión de la isla en nombre de la República de Chile, el 9 de septiembre de 1888. Este Patrullero es la segunda unidad en llevar este nombre en la Armada de Chile, siendo la primera una antigua barcaza de origen estadounidense que prestó servicio en la Armada durante la década del 70.

Como es tradicional, se hizo entrega de un reconocimiento al mejor trabajador del proyecto, distinción que recibió el Empleado Particular Lucas Neira Opazo, dotación del Taller de Aceros. El reconocimiento fue entregado por la Presidenta Michelle Bachelet, acompañada por el Ministro de Defensa Nacional, José Goñi, el Comandante en Jefe de la Armada, Almirante Rodolfo Codina y del Director General del Territorio Marítimo y Marina Mercante, Vicealmirante Edmundo González Robles.

 

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17 de outubro de 2008

O fim do mantra neoliberal

E agora? Como ficam todos os credos quando o efeito dominó do sistema financeiro estadunidense leva o diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI) a decretar o fracasso da tentativa de adoção de mercados globalizados?

Se ainda é cedo para avaliar a duração da crise do sistema financeiro e sua intensidade sobre a economia mundial, alguns sofismas que, no apogeu do neoliberalismo, foram elevados à categoria de axiomas, desmoronaram como castelos de areia. Tudo que era líquido e estável se evaporou no estouro da bolha de uma economia alavancada em sua própria irracionalidade.

Na agenda dos economistas neoclássicos, inspiradores de executivos e consultores das grandes corporações, não só o Estado era apresentado como uma instituição estranha à "saudável" acumulação, quase uma excrescência que tinha que ficar contida "nos limites de sua atuação ao essencialmente imprescindível" , como o estudo das ações econômicas dos homens poderia ser feito abstraindo-se as suas dimensões éticas, religiosas e políticas.

Para um mercado exuberante nada melhor que um homem sem história. A equação perfeita compreendia a subordinação da política à economia e desta ao cálculo contábil. Nos "não lugares" da modernidade líquida, o homo economicus vagava como fragmento, como parcela que apenas produz e consome. "Egoísta" e "racional", encontrava-se com outros homens apenas para negociar suas decisões de compra e venda emitidas por intermédio de sistema de preços. Teria, enfim, trocado a possibilidade do devir histórico pelo mercados derivativos. A harmonia estava assegurada por mercados competitivos e desregulamentados. Nada de Estado impondo seus projetos. O contrato social era a lei do valor enlouquecida.

O que lhe sobrava, na visão instrumental dos players do cassino, era a eliminação de subsídios às empresas, cortar gastos sociais e reduzir de forma acentuada os gastos governamentais. Privatizar, descentralizar, desregulamentar. Eis a santíssima trindade da mística dos fundamentalistas de mercado. Um mantra que se reproduziu por quase duas décadas nos centros acadêmicos e editorias de economia.

Quem ousaria duvidar que estivesse em funcionamento na economia uma série de regras novas, e um tanto desconhecidas, embasando um círculo virtuoso que poderia durar muitos anos ainda? Questões como o crescente endividamento de milhões de americanos que contraíam seus débitos para investir na bolsa, mirando um lucro fabuloso em pouco tempo, eram detalhes que só preocupavam os teóricos da obsolescência. Aqueles que teimavam em se opor a um projeto de exercício do poder político que tinha como premissas a refundação da economia de mercado e a reforma do Estado.

E agora? Como ficam todos os credos quando o efeito dominó do sistema financeiro estadunidense leva o diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional(FMI) a decretar o fracasso da tentativa de adoção de mercados globalizados? Quando o governo Bush, seguindo a estratégia dos países europeus, anuncia o investimento de US$ 250 milhões na aquisição de ações preferenciais de bancos privados "para fortalecer a confiança do público no sistema"? O que fazer com os "sábios" vaticínios de Hayek e Friedman. Conceder o Nobel de Economia a Paul Krugman não é mea-culpa suficiente. É necessário bem mais.

É preciso admitir que as políticas de um Estado regulador de mercado podem não acompanhar o ritmo do processo de desenvolvimento capitalista, mas os modelos de regulação keynesianos continuam imprescindíveis para a manutenção do ambiente institucional requerido para momentos em que o modelo da "competição perfeita" revela seu caráter ficcional. Resta, ainda, admitir que talvez a crise do homo economicus não seja acidental, nem meramente econômica. É constitutiva da amoralidade em que opera um modo de produção que tem como " ethos" o lucro a qualquer preço.

A necessidade de formular alternativas contra-hegemônicas nunca se mostrou tão urgente. È hora de a esquerda retomar a leitura de seus clássicos, atualizá-los à luz das exigências contemporâneas, recusando toda e qualquer formulação reducionista.

Para a anomia do capitalismo o único ativo que não perde valor é a barbárie. Esse tem sido o papel menos volátil quando a taxa de lucro mostra acentuado declínio.

por Gilson Caroni Filho

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12 de outubro de 2008

Veleiro "Cisne Branco": que vergonha!

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O Navio-Veleiro "Cisne Branco" atracou no porto da cidade de Praia, na Ilha de Santiago, em Cabo Verde, no dia 23 de setembro, no que foi o último porto da fase internacional de sua viagem de representação e divulgação do Brasil e da Marinha.

O Comandante e a tripulação tiveram como compromissos visitas protocolares, almoço na residência da Embaixadora do Brasil em Cabo Verde, Srª Maria Dulce Silva Barros e recepção a bordo, oferecida pela Embaixada às autoridades locais.

Na oportunidade, estiveram a bordo o Presidente da Câmara da Praia, os Embaixadores dos Estados Unidos, Espanha, Rússia, China, o Comandante da Guarda Costeira de Cabo Verde e funcionários do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, entre outras autoridades.

Agora, nos informem. Num país em que navios estão atracados por falta de verbas, em que os aviões de defesa marítima estão praticamente sucateados, nesta mesmíssima nação, comandantes se refestelam em viagens internacionais e banquetes às custas do erário público. Sim, às custas minhas e suas, prezado contribuinte.

Em que diabos tal "Veleiro" irá contribuir para a defesa nacional?

Representar a Marinha Brasileira? Por que não representam empregando melhor o dinheiro público e o aplicando em melhores refeições para os marinheiros, ou em melhores condições de equipamento e manutenção?

 

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 (enquanto o cruzeiro da 'imoralidade passeia', em nome da "imagem da marinha", nossos navios caem aos pedaços)

 

Isso é uma VERGONHA NACIONAL que, se houvesse pulso firme, seriedade e patriotismo, já teria acabado há muito tempo. Mas, infelizmente, "patriotismo" é palavra que certos "pseudo-líderes" militares usam, nas raras vezes que saem do clube militar, para "incentivar" seus incrédulos comandados.

Ora, num país em que a Marinha se encontra 'caindo pelas tabelas', tamanho o problema de manutenção, a administração está longe de ser "espartana". Sinceramente, é revoltante observar nossa bandeira nessa "embarcação da imoralidade".

 


 

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Última Atualização ( 19 de outubro de 2008 )
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12 de outubro de 2008

Radares Nacionais: Faltam apenas os mísseis.

O Brasil já pode iniciar a produção do primeiro radar de defesa antiaérea desenvolvido no hemisfério sul, graças a uma iniciativa do Exército. O equipamento, denominado Saber M60, tem capacidade para detectar até 40 alvos simultâneos no raio de 60 km e a uma altura de até 5 km, considerada baixa altura. O equipamento foi desenvolvido pelo Centro Tecnológico do Exército (CTex), com apoio da Finep e de universidades, e em conjunto com a empresa Orbisat, que industrializará o produto sob licença.

Um protótipo foi instalado nos dias 3 e 4 de junho em frente ao Ministério da Defesa, para demonstração a autoridades do ministério, a militares das três Forças, e a parlamentares. O ministro da Defesa, Nelson Jobim, demonstrou entusiasmo com o produto."O projeto Saber tem qualidades imensas, agora caberá ao Ministério da Defesa tentar articular isso com as Forças. Desenvolvemos esse projeto por que ele está na linha de capacitação nacional. E parabéns ao CTex que conseguiu produzir isso não obstante os impedimentos eventuais que apareceram."

O chefe do CTex, General-de-Brigada Aléssio Ribeiro Souto, comemorou a receptividade ao projeto. "A repercussão foi a melhor possível. Houve surpresa, houve palavras de estímulo, houve a compreensão para a necessidade de ações para dar sequência e conseqüência ao projeto".

O desdobramento do projeto será o Saber M200, que terá alcance de 200 km de raio e perto de 10 km de altura. O novo modelo permitirá ainda versões destinadas a sistemas de controle de vôo, para uso civil. Outra vantagem da nova geração, é que a antena não precisará girar, pois todos os ajustes serão feitos por software, dando mais robustez ao sistema.

O Saber M60 traz diversas vantagens em relação aos similares estrangeiros, segundo o gerente do projeto, Tenente-Coronel Roberto Castelo Branco Jorge. "Já seria bom por ser nacional, mas ele também é competitivo quando comparado com os mais próximos no mundo".

Segundo Castelo, o Saber M60, quando comparado com concorrentes de Estados Unidos, Israel e França, tem custo 30% mais baixo; vida útil maior; maior transportabilidade; dificuldade de detecção por mísseis de radiação; produção com componentes disseminados na indústria civil (apesar de importados); manutenção integral no Brasil. Nos próximos dez anos, o mercado mundial para essa linha de produto totalizará US$ 18 bilhões, segundo estimativa dos pesquisadores.

Diferentemente dos concorrentes, o radar pode ser transportado por qualquer avião a partir do tamanho de um Bandeirante, ou por um único helicóptero de carga. A montagem demora cera de 15 minutos. O radar identifica a aeronave inimiga e aponta para o soldado a direção em que o míssil deve ser lançado. O equipamento destina-se principalmente à proteção de instalações sensíveis em terra, como instalações petrolíferas e petroquímicas, usinas hidrelétricas e nucleares, entre outras. O uso pode ser adaptado também para a Aeronáutica e para a Marinha.

O único ponto, e grave, com relação ao sistema, é um velho conhecido. Ok, detectamos um míssil vindo em nossa direção. E agora?

Infelizmente o Alto Comando militar nacional tem falhado gravemente em não aportar recursos, que hoje já se encontram disponíveis, no desenvolvimento de mísseis terra-ar. Possuímos alguns Igla (terra-ar de curto alcance), e o que mais além disso?

Ou seja, não faltam recursos, falta visão.



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Notícias - Extras
11 de outubro de 2008

EUA tiram Coréia do Norte da lista de países terroristas

Os Estados Unidos declararam oficialmente que a Coréia do Norte foi retirada da lista negra de países patrocinadores do terrorismo. O gesto representa uma última tentativa de salvar um acordo de desarmamento nuclear antes que o mandato do presidente George W. Bush se encerre, em janeiro de 2009.

Fontes do governo dos Estados Unidos haviam afirmado, minutos antes do anúncio, que Pyongyang concordara em acatar todas as exigências de inspeções internacionais de suas instalações nucleares "declaradas", o que inclui um papel "importante" para a Agência Internacional de Energia Atômia (AIEA), da ONU.

A retirada do regime comunista da relação de patrocinadores do terrorismo, segundo fontes do Departamento de Estado americano, será apenas provisória. A Coréia do Norte voltará à lista se falhar em se submeter a inspeções, como parte do esforço para levar o país a abandonar as armas nucleares.

A decisão ocorre num momento em que o governo norte-coreano ameaça reativar um reator nuclear e toma outras medidas, encaradas como provocações, incluindo a expulsão de inspetores da ONU e o teste de mísseis. Essas medidas estremeceram as relações com os EUA e aumentaram a pressão sobre o acordo, já frágil, de desarmamento.

Ela também se segue a dias de debates intensos, tanto dentro do governo amerucano como entre parceiros das negociações com a Coréia do Norte - China, Rússia, Coréia do Sul e Japão. O governo em Tóquio reagiu mal á idéia, porque a Coréia do Norte ainda não resolveu as questões relativas ao seqüestro de cidadãos japoneses.

fonte: AP

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Notícias - Millitar:: Europa
11 de outubro de 2008

Rússia lança míssil em direção ao Pacífico

A Rússia realizou com sucesso neste sábado, 11, o lançamento de um míssil balístico intercontinental em teste. O míssil foi lançado de um submarino para um alvo situado no Oceano Pacífico.

O submarino nuclear Tula fez o lançamento durante manobras navais da Frota do Norte russa, presenciadas pelo presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, a partir do porta-aviões Admiral Kuznetsov, informaram as agências internacionais.

O presidente afirmou que a crise financeira mundial não vai atrapalhar os planos da Russia de ampliar suas forças armadas.

O lançamento do míssil Sineva em direção ao alvo tinha como finalidade testar e confirmar suas características, disse o porta-voz da Marinha russa, capitão Igor Digalo.

"Pela primeira vez na história da Marinha russa, o lançamento não tinha como alvo o polígono de Kura, na península de Kamchatka, mas a parte equatorial do Pacífico", afirmou.

Digalo disse que "é uma prova da disposição das forças navais nucleares para o lançamento de um míssil intercontinental balístico dentro dos exercícios estratégicos Stabilnost 2008".

Os Sineva, projetados pela empresa de mísseis Makeyev, com sede em Miass, na região de Chelyabinsk, completaram o período oficial de testes em 2004, e em julho de 2007 entraram em serviço na Marinha russa.

Os RSM-54 Sineva (Skiff SS-N-23) são mísseis intercontinentais de terceira geração com alcance de 8,9 mil quilômetros e têm quatro ogivas guiadas individualmente. Esses mísseis funcionam com combustível líquido, pesam 40,3 toneladas e têm 14,8 metros de comprimento.

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Notícias - Militar:: Oriente Médio
10 de outubro de 2008

Otan autoriza ação militar contra o tráfico no Afeganistão

Os integrantes da Otan autorizaram nesta sexta-feira, 10, que suas tropas no Afeganistão reprimam o tráfico de drogas no país, uma das principais fontes de financiamento das milícias do Taleban. Segundo o porta-voz da aliança, James Appathurai, o acordo foi alcançado após um pedido do governo do Afeganistão, dentro das resoluções da ONU, afirma a Otan. Na prática, isto significa que cada país com tropas na Isaf poderá escolher se suas tropas se envolvem ou não nesta nova atividade.

Os ministros da Defesa da aliança chegaram a um acordo conforme o qual a Força Internacional de Assistência à Segurança no Afeganistão (Isaf) "pode atuar" contra instalações e pessoas envolvidas com o tráfico de drogas "que apóiem a insurgência, segundo a autorização dos respectivos países", como laboratórios, redes de tráfico e grandes traficantes.

Pelo menos 14 dos 26 países aliados disseram preferir que a luta contra o narcotráfico continuasse sendo uma responsabilidade da polícia e do Exército afegãos, inclusive com um maior apoio internacional. Além disso, algumas nações temem que estas ações possam supor um aumento das vítimas civis, com a conseqüente piora das relações com a população.Os EUA possuem 50 mil soldados para integrar a missão antinarcóticos. Entretanto, Alemanha, Espanha e outros países ainda questionam a extensão das ações do país. Berlim está preocupada se a repressão ao tráfico não elevará a onda de violência e aumentará os riscos para seus militares

Em um encontro em Budapeste, o ministro de Defesa afegão, Abdul Rahim Wardak, apoiou o pedido para mais ações dos militares no país. O Afeganistão foi novamente o maior produtor mundial de heroína no ano passado. No Afeganistão, militantes do Taliban também tiverem lucro com as drogas. A produção mundial de ópio cresceu para 8.870 toneladas no ano passado. O país foi responsável por 92% do fornecimento mundial do principal ingrediente da heroína.

A solução permite que os países que não desejem que suas tropas façam este tipo de missões fiquem à margem, mas "sem bloquear os demais", explicou na quinta-feira o secretário de Defesa americano, Robert Gates.

fonte: oesp

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Notícias - Extras
06 de outubro de 2008

DITADURA À VISTA: Chávez diz que fica até 2021

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, voltou a afirmar neste domingo, 5, que irá deixar o cargo apenas em 2021, apesar de seu atual mandato terminar em 2013 e ele não poder se reeleger novamente.

"Vocês sabem que estou brincando quando digo que em 2013 eu vou sair. Eu não vou nada. Não posso ir nem que eu queira, pois não cabe a mim, minha vida não me pertence, minha vida pertence a vocês", disse Chávez em um comício no Estado de Carabobo, região central do país. "No dia 24 de junho de 2021, aí sim, se Deus e a Virgem quiserem, é verdade que pedirei a vocês permissão para me retirar", continuou.

O mandatário, que chegou ao cargo em 1998 e foi reeleito em 2006, propôs recentemente uma reforma constitucional que incluía a reeleição presidencial indefinida e que foi rejeitada pela população em um referendo realizado em dezembro do ano passado. Em meio à campanha para as eleições regionais do próximo dia 23 de novembro, Chávez anunciou que irá enviar recursos orçamentários adicionais a seus aliados que vencerem para governador e prefeito e que irá negá-los aos opositores eleitos.

"Onde há governadores contra-revolucionários, onde há prefeitos contra-revolucionários, não posso enviar recursos. Para quê? Para que roubem ou para que usem esses recursos na conspiração contra mim? Seria um irresponsável se fizesse isso", afirmou.


fonte: Ansa

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Notícias - Realidade Nacional
06 de outubro de 2008

História Secreta da Invasão Militar de Roraima

No momento em que tanto se fala da cobiça internacional sobre a Amazônia, da ação de ONGs de todos os tipos agindo livremente na região Norte, de estrangeiros vendendo pedaços da nossa floresta, da encrenca que está sendo a homologação da Raposa/Serra do Sol, de índios contra índios, de índios contra não-índios, das ações ou omissões da Funai, do descontentamento das Forças Armadas com referência os rumos políticos que estão sendo dados para esta quase despovoada mas importantíssima parte das fronteiras da nação, é mais do que preciso falar quem sabe, quem conhece, quem vivencia ou quem tenha alguma informação de importância.

Assim sendo, para ficar registrado e muito bem entendido, vou contar um acontecimento de magna importância, especialmente para Roraima, e do qual sou testemunha ocular da História.

Corria o ano de 1993 – portanto, já fazem 15 anos. Era governo de Itamar Franco e as pressões de alguns setores nacionais e vários internacionais, para a homologação da Raposa/Serra do Sol, eram fortes e estavam no auge. Tinha-se como certíssimo de que Itamar assinaria a homologação.

Nessa época, eu era piloto da empresa BOLSA DE DIAMANTES, que quinzenalmente enviava compradores de pedras preciosas para Uiramutã, Água Fria, Mutum e vizinhanças.

No dia 8 de setembro de 1993, aí pelas 17:00, chegamos em Uiramutã, e encontramos a população numa agitação incomum, literalmente aterrorizada. Dizia-se por toda parte, que Uiramutã ia ser invadida, que havia muitos soldados "americanos", já vindo em direção à localidade.

A comoção das pessoas, a agitação, o sufoco eram tão grandes que me contaminou, e fui imediatamente falar com o sargento PM que comandava o pequeníssimo destacamento de apenas quatro militares, para saber se ele tinha conhecimento dos boatos que circulavam, e respondeu-me que sabia do falatório. Contou-me então que o piloto DONÉ (apelido de Dionízio Coelho de Araújo), tinha passado por Uiramutã com seu avião Cessna PT-BMR, vindo da cachoeira de ORINDUIKE, no lado brasileiro, (que os brasileiros erradamente chamam de Orinduque), contando para várias pessoas, que havia um acampamento enorme, com muitos soldados na esplanada no lado da Guiana, na margem do rio Maú, nossa fronteira com aquele país.

Aventei a necessidade de que o sargento, autoridade policial local, fosse ver o que havia de fato e falei com o dono da empresa, que aceitou, relutante e receioso, emprestar o avião para o sargento. Como, entretanto, o sol já declinava no horizonte, combinamos o vôo para a manhã seguinte.

Muito cedo, o piloto Doné e seus passageiros, que tinha ido pernoitar na maloca do SOCÓ, pousaram em Uiramutã. Eu o conheci nessa ocasião, e pude ouvir dele um relato. Resumindo bastante, contou que na Guiana havia um grande acampamento militar e que um avião de tropas estava trazendo mais soldados para ali.

Estávamos na porta da Delegacia, quando chegou uma Toyota do Exército, com um capitão, um sargento e praças.,vindos do BV 8. Ele ia escolher e demarcar um local para a construção do quartel de destacamento militar ali naquela quase deserta fronteira com a Guiana. BV 8 é antigo marco de fronteira do Brasil com a Venezuela, onde há um destacamento do Exército, na cidade de Pacaraima. Muito interessado e intrigado com o fato, resolveu ir conosco nesse vôo.

O capitão trazia uma boa máquina fotográfica e emprestei a minha para o sargento. O vôo foi curto, apenas seis minutos. Demos tanta sorte, que encontramos um avião para transporte de tropas, despejando uma nova leva de soldados, no lado guianense. Voando prá lá e prá cá, só no lado brasileiro, os militares fotografavam tudo, e o capitão calculou pelo número de barracas, uns 600 homens, até aquele momento.

Fiz diversas idas e vindas e, numa delas vi o transporte de tropas decolando e virando para a esquerda. Exclamei para o capitão: eles vem pra cima de nós! Como é que você sabe? Perguntou. Viraram para a esquerda, que é o lado do Brasil e, não da Guiana, respondi. Girei imediatamente a proa para Uiramutã e, ao nivelar o avião, o capitão me disse muito sério: estamos na linha de tiro deles! Foi então que olhando para a direita, vi à curta distância e, na porta lateral do transporte, um soldado branco, com um fuzil na mão.

Confesso que foi um grande susto! O coração parecia-me bater duas e falhar uma. Quem conhece a região, sabe que ali naquela parte, o Maú é um rio muito sinuoso. Enfiei o avião fazendo zig-zag nesses meandros, esperando conseguir chegar em Uiramutã. Se atiraram, não ficamos sabendo, mas após o pouso, havia muita gente na pista, que fica juntinho das casas. Agitadas, contaram que aquele avião tinha girado duas vezes sobre nós e a cidade, tomando rumo de Lethen, na Guiana, onde há uma pista asfaltada, defronte de Bomfim, cidade brasileira na fronteira.

Com esse fato, angustiou-se mais ainda a população, na certeza de que a invasão era iminente. O capitão determinou ao sargento e a mim, que fizessemos imediatamente um relatório minucioso, para ser envido ao comando da PM, em Boa Vista e partiu acelerado de volta ao pelotão de fronteira no BV 8.

Na delegacia, o sargento retirou o filme da minha máquina fotográfica, para enviar ao seu comando e eu datilografei um completo relatório que ele colocou em código e transmitiu via rádio para Boa Vista. Naquela época, o chefe da S2 da PM ( Seção de Inteligência), era o major Bornéo.

Uns quatro dias depois que cheguei desse giro das compras de diamantes, tocou a campainha da minha casa, um major do Exército. Apresentou-se e pediu-me para ler um papel, que não era outro, senão aquele mesmo que eu datilografara em Uiramutã , e do qual o comando da PM enviara cópia para o comando do Exército em Boa Vista. Após ler e confirmar que era aquilo mesmo, pediu-me para assinar, o que fiz. Compreendi que tinha sido testemunha de algo grande, maior do que eu poderia imaginar, e pedi então ao major, para dizer o que estava acontecendo, uma vez que parte daquilo eu já sabia. Concordou em contar, desde que eu entendesse bem que aquilo era absolutamente confidencial e informação de segurança nacional. Concordei.

Disse o major, que a embaixada brasileira em Georgetown tinha informado ao Itamarati, que dois vasos de guerra, um inglês e outro, americano, haviam fundeado longe do porto, e que grandes helicópteros de transporte de tropas, estavam voando continuamente para o continente, sem que tivesse sido possível determinar o local para onde iam e o motivo.

Caboclos guianenses (índios aculturados) tinham contado para caboclos brasileiros em Bomfim, cidade de Roraima na fronteira, terem os americanos montado uma base militar logo atrás da grande serra Cuano-Cuano, que por ser muito alta e próxima, vê-se perfeitamente da cidade. O Exército brasileiro agiu com presteza, e infiltrou dois majores através da fronteira, e do alto daquela serra, durante dois dias, filmaram e fotografaram tudo. Agora, com os fatos ocorridos em Orinduike, próximo de Uiramutã, nossa fronteira Norte, fechava-se o entendimento do que estava acontecendo.

E o que estava acontecendo? As pressões internacionais para a demarcação da Raposa / Serra do Sol apertavam, na certeza de que o Presidente Itamar Franco assinaria o decreto. Em seguida, a ONU, atendendo aos "insistentes pedidos dos povos indígenas de Roraima", determinaria a criação de um enclave indígena sob a sua tutela, e aí nasceria a primeira nação indígena do mundo. Aquelas tropas americanas e as inglesas, eram para garantir militarmente a tomada de posse da área e a "nova nação".

Até a capital já estava escolhida: seria a maloca da Raposa, estrategicamente localizada na margem da rodovia que corta toda a região de Este para Oeste, e divide geográfica e perfeitamente a região das serras daquela dos lavrados roraimenses – que são os campos naturais e cerrados.

Itamar Franco – suponho – deve ter sido alertado para o tamanho da encrenca militar que viria, e o fato é que, nunca assinou a demarcação.

Nessa mesma ocasião (para relembrar: era começo de setembro de 1993), estava em final de preparativos, o exercício periódico e conjunto das Forças Armadas nacionais, na cidade de Ourinhos, margem do rio Paranapanema, próxima de Sta. Cruz do Rio Pardo e Assis, em São Paulo, e Cambará e Jacarezinho, no Paraná.

Com as alarmantes notícias vindas de Roraima, o Alto Comando das Forças Armadas mudou o planejamento, que passou a chamar-se "OPERAÇÃO SURUMU" e, como já estava tudo engrenado, enviou as tropas para Roraima. Foi assim que à partir da madrugada de 27 de setembro de 1993, dois aviões da VARIG, durante vários dias, Búfalos, Hércules e Bandeirantes despejaram tropas em Roraima. Não cabendo todas as aeronaves militares dentro da Base Aérea, o pátio civil do aeroporto ficou coalhado de aviões militares. Chegaram também os caças e muitos Tucano. Veio artilharia anti-aérea, localizada nas cercanias de Surumu, e foi inclusive expedido um aviso para todos os piloto civis, sobre áreas nas quais estava proibido o sobrevôo, sob risco de abate.

Tendo como Chefe do Comando Militar da Amazônia (CMA), o general de Exército José Sampaio Maia – ex-comandante do CIGS em Manaus, e como árbitro da Operação Surumu, o general de Brigada Luíz Alberto Fragoso Peret Antunes (general Peret), os rios Maú, Uailã e Urariquera enxamearam de "voadeiras" cheias de soldados. Aviões de caça fizeram dezenas de vôos razantes nas fronteiras do Norte. O Exército também participou com a sua aviação de helicópteros, que contou com 350 homens do 1º, 2º e 3º esquadrões, trazendo 15 Pantera (HM-1) e 4 Esquilos, que fizeram um total de 750 horas de vôo. Vieram também cerca de 150 páraquedistas militares e gente treinada em guerra na selva. A Marinha e a Força Aérea contribuíram com um número não declarado de homens, navios e aeronaves.

Dessa maneira, não tendo Itamar Franco assinado o decreto de demarcação da Raposa / Serra do Sol e, vindo essas forças militares para demonstrar que a entrada de soldados americanos e ingleses em Roraima, não seria feita sem grande baixas, "melou" e arrefeceu a intenção internacional de apossar-se desta parte da Amazônia, mas não desistiram.

Decepcionando muito, embora sendo outro o contexto político internacional, Lula fez a homologação dessa área indígena, contestada documentalmente no Supremo Tribunal e, ainda tentou à revelia de uma decisão judicial, retirar "na marra", os fazendeiros e rizicultores ("arrozeiros") dessa área, que como muita gente sabe – inclusive os contrários – tem dentro dela propriedades regularmente documentadas com mais de 100 anos de escritura pública e registro, no tempo em que Roraima nem existia, e as terras eram do Amazonas. Agora, entretanto, os interesses difusos e estranhos de muitas ONGs, dizem na internet, que esses proprietários são "invasores", quando até o antigo órgão anterior ao INCRA, demarcou e titulou áreas nessa região, e que a FUNAI, chamada a manifestar-se, disse por escrito, que não tinha interesse nas terras e que nelas, até aquela ocasião, não havia índios.

As ONGs continuam a fazer pressão, e convém não descuidar, porque nada indica que vão desistir de conseguir essas terras "para os índios", e de graça, levarem além de 1 milhão e 700 mil hectares – quase o tamanho de Sergipe – tudo o mais que elas tem: ouro, imensas jazidas de diamantes, coríndon, safira de azul intenso, turmalina preta, topázio, rutilo, nióbio, urânio, manganês, calcáreo, petróleo, afora a vastidão das terras planas, propícias à lavoura, área quase do mesmo tamanho onde Mato Grosso planta soja que fez a sua riqueza.

Isso, é o que já sabemos, porque uma parte disso foi divulgada numa pesquisa da CPRM – Cia. de Pesquisa de Recursos Minerais, em agosto de 1988 (iniciada em 1983), chamada de Projeto Maú, que qualifica essa parte da Raposa/Serra do Sol, como uma das mais ricas em diamantes no Brasil, sendo o mais extenso depósito aluvional de Roraima, muito superior ao Quinô, Suapi, Cotingo, Uailã e Cabo Sobral. Essa pesquisa foi inicialmente conduzida pelo geólogo João Orestes Schneider Santos e, posteriormente, pelo também geólogo, Raimundo de Jesus Gato D´Antona, que foi até o final do projeto, constatando a possibilidade da existência de até mais de 3 milhões de quilates de diamantes e 600 Kg de ouro. Basta conferir a cotação do ouro e diamantes, para saber o que valem aquelas barrancas do rio Mau, só num pequeno trecho.

A "desgraça" de Roraima é ser conhecida internacionalmente na geologia, como a maior Província Mineral já descoberta no planeta. Nada menos que isso!

E o que ainda não sabemos? Essa pesquisa, feita em pouco mais de 100 quilômetros de barranca do rio, cubou e atestou a imensa riqueza diamantífera da área. Entretanto, o Estado de Roraima ainda tem coríndon, manganês, calcáreo e urânio, afora mais de 2 milhões e 100 mil hectares de terras planas agricultáveis, melhores que aquelas onde plantam soja no Mato Grosso.

por Sangue Verde Oliva

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